Magistrados e servidores do TJMT recebem formação sobre letramento racial

A formação foi promovida pelo Comitê de Promoção da Equidade Racial e da Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça

Os magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concluíram o Curso de Letramento Racial e Antirracismo. A formação foi promovida pelo Comitê de Promoção da Equidade Racial e da Escola dos Servidores do TJMT e teve a participação de 900 pessoas em 3 dias de curso.

Prédio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. (Foto: Reprodução/ TJMT)
Magistrados e servidos do TJ fazem curso de letramento racial passam por formação de letramento racial. (Foto: reprodução/ TJMT).

Durante os dias de formação, os participantes tiveram acesso a palestras, feira de afroempreendedores, roda de vivências, apresentações culturais, além do lançamento da página do Comitê de Promoção da Equidade Racial do TJ.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira destacou que o conhecimento é a chave para a transformação.

Desembargador Jose Zuquim presidente do TJ
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim participou da formação de letramento racial. Foto: TJMT.

“A presença ativa dos magistrados e servidores nesses debates não é apenas relevante, mas fundamental. A consciência racial e o compromisso com a equidade moldam a maneira como olhamos para cada processo, cada julgamento, cada decisão”, afirmou o presidente do TJMT.

O presidente do Comitê de Promoção da Equidade Racial da corte, desembargador Juvenal Pereira da Silva, apontou o Poder Judiciário como o responsável pela proteção dos direitos e garantias individuais do cidadão e que a abordagem racial precisa estar incluída.

“Conscientizar não apenas os servidores e magistrados do Poder Judiciário, mas toda a sociedade do tratamento que se deve dar as pessoas como ser humano”, disse ele.

A formação foi conduzida pela historiadora, professora e doutora em Sociologia, Silviane Ramos.

Ela destacou que o curso se mostrou um verdadeiro espaço de “aquilombamento”, no sentido dos participantes negros e brancos se encontrando, relatando suas vivências e se fortalecendo em sua identidade.

“A nossa experiência foi muito rica no sentido de ter as pessoas brancas, ou seja, que não são corpos negros, se prontificando com compromisso de realizar e constituir uma comissão que opere sobre isso. Então, nós aquilombamos aqueles negros que tiveram sua identidade roubada, porque a nossa ancestralidade foi tirada de nós, a nossa identidade foi apagada”, afirmou.

Sobre a página do Comitê

Na página do Comitê de Promoção da Equidade Racial do TJMT é possível encontrar informações sobre essa instância de atuação, sua composição, normas relacionadas à pauta racial no Poder Judiciário.

Também é possível acessar o protocolo para julgamento com perspectiva racial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), notícias, banners que compõem a campanha de conscientização contra o racismo.

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