Marcos Pollon tem emenda de R$ 1 milhão citada em investigação da PF sobre Dark Horse
Emenda seria destinada para execução no Estado de São Paulo
Uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão do deputado Marcos Pollon (PL-MS), foi citada em uma investigação da Polícia Federal sobre o filme Dark Horse, que se transformou em operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal e realizada nesta quinta-feira (10).

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Conforme a decisão que autoriza a busca e apreensão contra investigados em um esquema de desvio de recursos públicos, Marcos Pollon foi identificado como autor da emenda individual nº 202444200010, no valor de R$ 1 milhão, com destino a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, investigada na Operação Make Up.
A emenda seria destinada ao financiamento do projeto “Heróis Nacionais”, com execução prevista no estado de São Paulo.
De acordo com a decisão, até a data da análise, os valores não haviam sido repassados a entidade, devido a “óbices normativos e técnicos na celebração do termo de parceria”.
No entanto, o ministro Flávio Dino apontou uma possível desconformidade federativa nas decisões de repasse de verbas, já que o Deputado Marcos Pollon foi eleito pelo estado de Mato Grosso do Sul, enquanto a emenda foi destinada ao Estado de São Paulo.
“Não obstante, observa-se que o Deputado Federal Marcos Pollon foi eleito pelo Estado de Mato Grosso do Sul, ao passo que a Deputada Federal Bia Kicis foi eleita pelo Distrito Federal, enquanto as emendas parlamentares em questão foram destinadas ao Estado de São Paulo, o que ‘revela aparente desconformidade com a exigência de absoluta vinculação federativa estabelecida nas decisões supracitadas'”.
Trecho da decisão de Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal
Por esses motivos, a emenda foi incluída nas auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e nas investigações policiais relacionadas ao grupo investigado, conforme a decisão.
Além disso, a Academia Nacional de Cultura e a empresária Karina Ferreira da Gama, que preside a entidade e a empresa investigadas, são alvos da Operação Make Up. As apurações da PF envolvem emendas parlamentares propostas pelo deputado Márcio Frias, que, segundo a investigação, teriam sido destinadas posteriormente a outras finalidades, entre elas a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, Marcos Pollon informou que indicou a emenda de R$ 1 milhão em 2023, com pagamento previsto para o início de 2024. Também alega que determinação da ADPF 854, que estabeleceu uma restrição para a destinação de emendas parlamentares a outros estados foi criada depois, em agosto de 2024. Confira nota na íntegra ao final da matéria.
Trecho da nota de Marcos Pollon
“Dizem que, como fui eleito por Mato Grosso do Sul, eu não poderia ter indicado uma emenda para um projeto executado por meio do Estado de SP. Mais uma vez, falta contar a história verdadeira. A emenda foi indicada em 2023, com pagamento previsto para o início de 2024. A determinação da ADPF 854, que passou a estabelecer essa restrição para a destinação de emendas a outros estados, só veio depois, em agosto de 2024”.
Operação Make Up
A operação Make Up foi autorizada nesta quinta-feira (10) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Polícia Federal investigue suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados, entre eles o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que tem prerrogativa de foro na Corte.
Conforme o STF, informações da PF indicam que os valores teriam sido destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura, presididos pela empresária Karina Ferreira da Gama, por meio de emendas parlamentares propostas por Frias, e posteriormente desviados para outras finalidades, entre elas a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nota – Marcos Pollon
“DE NOVO: A NARRATIVA ANTES DOS FATOS.
Meu nome novamente está sendo citado em matérias sobre uma investigação envolvendo emendas parlamentares e o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Então vamos contar a história inteira, porque parte da imprensa, parece mais interessada em construir uma narrativa política de destruição dos seus adversários (pq sim, parlamentares bolsonaristas são adversários da grande imprensa) do que explicar os fatos verdadeiros para os brasileiros.
Em 2023, indiquei uma emenda de R$ 1 milhão, com pagamento previsto para o início de 2024, destinada ao projeto Heróis Nacionais, por meio do Governo do Estado de São Paulo.
E o que era o Heróis Nacionais?
Um projeto de alcance nacional criado para contar aos brasileiros a história de personagens que ajudaram a construir o Brasil. A proposta previa uma série documental sobre nossa história, nossa memória e nossos heróis, com episódios sobre personagens como Padre José de Anchieta, Dom Pedro I, entre outros.
Sempre defendi que a direita não pode abandonar a cultura e deixar que a esquerda decida o que os brasileiros devem aprender sobre a própria história, ensinando mentiras aos nossos filhos e netos. Cultura também é preservar nossos valores, nossa memória e reconhecer quem ajudou a construir este país e não pode ser resumida a dinheiro público para gente rebolando a bunda em cima de um palco.
O projeto era justamente para fazer o contrário: resgatar a nossa história e levá-la aos brasileiros de todo país, porém, ele não saiu do papel.
E aqui está uma informação importante que a imprensa parece não ter interesse em destacar: o próprio documento da Polícia Federal divulgado hoje pelo ministro Flávio Dino registra que NENHUM VALOR da emenda por mim indicada foi repassado à entidade investigada.
Portanto, como o projeto não saiu do papel, solicitei ao Gov. do Estado de SP que o recurso separado para esse projeto fosse realocado e destinado ao Hospital de Amor de Barretos, instituição que atende milhares de sul-mato-grossenses no tratamento contra o câncer todos os anos.
Agora tentam levantar outra suspeita. Dizem que, como fui eleito por Mato Grosso do Sul, eu não poderia ter indicado uma emenda para um projeto executado por meio do Estado de SP. Mais uma vez, falta contar a história verdadeira.
A emenda foi indicada em 2023, com pagamento previsto para o início de 2024. A determinação da ADPF 854, que passou a estabelecer essa restrição para a destinação de emendas a outros estados, só veio depois, em agosto de 2024.
Ou seja, querem usar uma regra criada DEPOIS para colocar sob suspeita uma emenda indicada ANTES de essa regra existir. E existe outro detalhe que convenientemente esquecem: a própria decisão ressalvou os projetos de alcance nacional.
É interessante observar quem está sendo colocado no centro dessas narrativas: Estamos falando de parlamentares recordistas de votos, puxadores de vagas na Câmara dos Deputados e candidatos ao Senado.
Coincidência? Jamais.
É impressionante o quanto parte da imprensa opera politicamente contra o bolsonarismo e a direita no Brasil. E faz isso de forma descarada, em pleno processo eleitoral, faltando menos de 30 dias para a eleição, misturando projetos, datas e fatos diferentes para construir uma narrativa capaz de atingir esses parlamentares.
Querem investigar? Investiguem.
Querem apurar? Apurem.
Eu não tenho problema algum com isso.
O que não dá é para pegar pedaços de uma investigação, omitir informações que estão nos próprios documentos, distorcer chamadas e produzir FAKENEWS com base nos interesses alheios. Isso não é jornalismo, é construção de narrativa.
Os documentos estão aí. Não escutem uma imprensa que mente e distorce os fatos todos os dias.
No dia 4 de outubro, você, toda a sua família e todas as pessoas que você conhece têm o dever de ir às urnas, digitar 22 e eleger Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para que, finalmente, no dia 31 de dezembro esse pesadelo acabe”.
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