Militar que atropelou e matou motociclista vai ter tratamento psicológico fora da prisão
Jovem está preso no Presídio Militar desde o dia 20 de junho, quando ocorreu o acidente
O soldado do Exército, Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, preso por atropelar e matar a motociclista Miriam Rosa Mato, de 45, foi autorizado pela Justiça a fazer tratamento psicológico semanal no Hospital Militar. O acidente ocorreu na manhã do dia 20 de junho, no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, em Campo Grande.

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Desde a prisão, a defesa do militar tenta colocá-lo em liberdade, sob o argumento de que ele enfrenta problemas psicológicos. Segundo a defesa, Victor já havia tentado tirar a própria vida antes do atropelamento e, após o ocorrido, voltou a apresentar pensamentos suicidas, conforme decisão da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O militar, inclusive, passou por avaliação médica, que confirmou a necessidade de acompanhamento psicológico.
A própria Assessoria Jurídica do 9º Batalhão da Polícia do Exército, após ser procurada pelo Ministério Público Estadual (MPE), informou que a forma mais adequada de prestar atendimento psicológico ao militar seria levá-lo, uma vez por semana, ao Hospital Militar de Campo Grande. Diante da manifestação, a Justiça autorizou o deslocamento semanal de Victor à unidade militar para atendimento psicológico, desde que sejam adotadas todas as medidas de segurança necessárias.
Além disso, a Justiça já havia determinado que o Presídio Militar onde o suspeito está preso adotasse o máximo rigor nas medidas de segurança para preservar a integridade do detento.
Liberdade negada
Dias depois da prisão, a Justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou o pedido de liberdade do militar, feito pela defesa, devido ao pedido ter sido protocolado antes da audiência de custódia.
Entre os argumentos apresentados pela defesa para a soltura de Victor Vicentin está o fato de que ele toma medicação para controlar a depressão e já teria tentado suicídio.
A defesa também questiona a tipificação do caso como homicídio simples com dolo eventual. Segundo o habeas corpus, a ocorrência inicialmente teria sido registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, sendo posteriormente reenquadrada pela Polícia Civil.
O caso
Victor está preso desde sábado (20), quando atingiu a motocicleta pilotada por Miriam no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, na região central de Campo Grande. Victor dirigia uma caminhonete S10 sob efeito de álcool e estava fugindo de outro acidente quando avançou o sinal vermelho do semáforo, perdeu o controle da direção e matou a vítima. Veja o momento do acidente.
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