Moraes dá 24 horas para defesa explicar apreensão de arma de Bolsonaro
Alexandre de Moraes quer que Bolsonaro explique por que mandou a arma para reparo às vésperas do fim de sua prisão domiciliar
Às vésperas do encerramento do prazo de sua prisão domiciliar, Jair Bolsonaro teve uma pistola apreendida pela polícia na noite desta segunda-feira (15), em Brasília. A arma estava com um motorista, que afirmou tê-la levado para realizar um reparo. Diante do ocorrido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente preste esclarecimentos sobre a situação.

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A arma foi apreendida com um motorista que conduzia um Honda Civic, abordado por volta das 23h30 de ontem (15) em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga, no Distrito Federal. Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Com ele também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock calibre 9 milímetros (mm). Na delegacia, o motorista declarou que a arma lhe foi entregue após apresentar uma pane, ainda na segunda-feira. Segundo ele, o objetivo era levá-la para reparo e devolvê-la no dia seguinte.
Jair Bolsonaro terá que se explicar
Na decisão, Moraes pede que a defesa de Bolsonaro esclareça por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, acompanhada de um carregador sobressalente, e qual o motivo de, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, ter solicitado a realização de reparo no armamento.
O ministro também determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário, esclareça se a ordem judicial de revista nos veículos que deixam a residência de Bolsonaro — incluindo os carros oficiais responsáveis por sua segurança — está sendo cumprida integralmente.
Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.
Com informações da Agência Brasil****
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