Moraes nega pilates, hidroginástica e caminhadas a empresário condenado pelo 8 de Janeiro em Cuiabá
A defesa de Luiz Antônio Villar alegou que as atividades físicas são essenciais ao empresário de 66 anos, que há dez dias teve a prisão domiciliar autorizada pelo STF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os pedidos do empresário Luiz Antônio Villar de Sena para realizar pilates, hidroginástica, fisioterapia, caminhadas ao ar livre e até concluir um tratamento odontológico, na última segunda-feira (15).
Luiz Antônio foi condenado a 14 anos de prisão pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele teve o pedido para fazer atividades físicas negado dez dias após o STF garantir a ele prisão domiciliar, publicado no dia 3 de junho.

A defesa do empresário alegou que todos os locais ficam próximos à casa dele e que as atividades são necessárias. Luiz Antônio Villar tem 66 anos e cumpriu pouco mais de um ano da pena pela qual foi condenado.
Ao negar a permissão das atividades para o empresário Luiz Antônio, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a decisão tem o objetivo de garantir o cumprimento da prisão domiciliar, benefício que já foi dado a ele, quando a defesa alegou, no pedido, doenças cardíacas, episódios de desmaios e risco de suicídio.

Afirmou ainda que a prisão domiciliar não se desloca da ideia de preso em presídio e que os mesmos rigores de vigilância e privação da liberdade devem ser mantidos.
No entanto, na mesma decisão, Moraes autorizou que o empresário receba visita das filhas, genro e netos.
“As visitas ficam autorizadas, devendo os visitantes se identificar previamente e observar as demais condições estabelecidas na decisão que concedeu a prisão domiciliar humanitária, permanecendo integralmente hígidas e eficazes todas as demais medidas cautelares impostas”, concluiu.
O Primeira Página tenta localizar a defesa de Luiz Antônio.

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