Morto em confronto com a PM foi absolvido por morte de policial
Apesar de “inocentado” do assassinato, “Alemão” colecionava passagens pela polícia; mas para a justiça, não havia provas suficientes de que ele havia assassinado o militar
Diego Rodrigues Botelho, o “Alemão”, morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque na quinta-feira (10), foi absolvido da acusação de ter matar um policial militar no ano de 2007 em Campo Grande. Em julgamento, ele chegou a ser condenado, mas recorreu e anos depois, teve a inocência decretada pela justiça por falta de provas.

Sandro Vlademir Jesuíno estava na frente de um supermercado do bairro Taveirópolis quando foi rendido por Diego e um comparsa. O policial estava de folga, ainda assim carregava a arma na cintura, mas sequer teve tempo de reagir. Levou um tiro no rosto e não resistiu ao grave ferimento.
Tempos depois, Diego e o comparsa foram encontrados pela polícia e levados a julgamento por roubo seguido de morte. Só ele foi condenado. Na época o juiz decretou uma pena de 23 anos de reclusão e 150 dias-multa. A defesa de “Alemão” recorreu e em 2012 o caso foi analisado pelos desembargadores de Mato Grosso do Sul.
Na decisão, o Tribunal de Justiça do Estado entendeu que a condenação de Diego foi baseada apenas na confissão extrajudicial feita por ele, por isso, o que para a justiça, não é prova suficiente para mantê-lo preso 23 anos. Sem qualquer outro indícios da autoria do crime, “Alemão” foi absolvido.
Apesar de “inocentado” do assassinato, “Alemão” colecionava passagens pela polícia: tráfico de drogas, furto, roubo, porte ilegal de arma de fogo, roubo, associação criminosa, corrupção de menores e receptação.
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Confronto e morte
De acordo com a polícia, durante uma abordagem na região sul da capital, Diego fez menção de sacar uma arma para atirar nos militares. Ele revidaram e atingiram o suspeito.
Segundo informado, Diego chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e levado para o Hospital Regional, mas não resistiu. Os militares apreenderam um revólver calibre 38 e mais de um quilo de cocaína que estariam com o suspeito. A droga estava em um tablete com uma imagem de Yin Yang, um dos símbolos de uma facção criminosa paulista que tem forte atuação em Mato Grosso do Sul.
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