MP pede que líder religioso suspeito de abuso sexual volte para prisão
O MP alega que, se réu ficar em liberdade, ele pode pode tentar se vingar das vítimas ou constrangê-las por meio de ligações e redes sociais.
O MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) pediu ao Tribunal de Justiça para que o líder religioso, de 63 anos, que usava chá para desacordar mulheres e cometer abusos, em Lucas do Rio Verde, a 360km de Cuiabá, volte para prisão. Ele foi solto nessa sexta-feira (26) e a solicitação foi feita pelo promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins no mesmo dia.

A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
Segundo o MP, o restabelecimento da prisão do acusado busca assegurar o direito à segurança coletiva, a manutenção da ordem pública, além de garantir a futura aplicação da lei penal.
Ainda de acordo com o pedido, se o réu ficar em liberdade, ele pode pode tentar se vingar das vítimas ou constrangê-las por meio de ligações e redes sociais, por se tratar de uma pessoa influente na cidade.
Relembre o caso
O idoso foi preso no dia 2 de agosto de 2023, em Lucas do Rio Verde. Ele é suspeito de abuso sexual contra 9 mulheres.
As investigações começaram depois que três vítimas procuraram a Polícia Civil da cidade para denunciar os crimes sofridos.
A primeira denúncia contra o homem foi em 2020, quando uma vítima procurou a polícia afirmando ter sofrido abuso sexual durante uma sessão de tratamento espiritual realizada pelo idoso.
Nos meses de junho e julho, outras duas vítimas foram até a delegacia da cidade também denunciando abusos sofridos pelo líder religioso.
Depois da prisão do suspeito, quatro novas vítimas surgiram, totalizando nove mulheres que denunciaram o idoso.
Investigações
Durante as investigações, uma das vítimas teria informado à polícia que os abusos teriam sido praticados num momento em que ela estaria desacordada, após ter bebido um chá utilizado no tratamento espiritual.
Em outros dois casos, as vítimas relataram ter sofrido atos libidinosos, como toques pelo corpo. A ação, segundo o suspeito, tinha o objetivo de “renovar energias” das pacientes.
Além desses pontos, os policiais também concluíram que o suspeito manipulava psicologicamente as mulheres, alegando que elas tinham a necessidade de passar por rituais de cura – momentos em que o crime era cometido.
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