MPMS divulga balanço e acende alerta sobre feminicídios em 2025
Órgão destacou os pontos de atenção do estado neste ano, durante encontro realizado nesta sexta-feira
Durante encontro com jornalistas, nesta sexta-feira (19), o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) fez um balanço sobre os principais problemas que atingiram o estado em 2025.

Para o órgão, o fortalecimento da rede de proteção às mulheres e os serviços de saúde da capital são os dois principais pontos de atenção da Justiça, em Mato Grosso do Sul.
No balanço, foi destacado que o estado registrou, até o momento, 39 feminicídios somente em 2025. Além disso, cerca de 19 mil avisos foram emitidos pelo sistema “Alerta Lilás”, criado em março pelo Ministério Público.
Para o procurador-geral de Justiça do MPMS, Romão Ávila Milhan Júnior, o sistema de acolhimento precisa reforçar a atuação no esclarecimento das diversas formas de violência sofridas pelas mulheres, que podem resultar em tragédias.
“É lógico que, por vezes, esse feminicídio é direto, e passa de 50%desse número de 39, sem ter tido alguma ocorrência prévia. E aí vem a importância da campanha, que por vezes, a mulher não levou ao conhecimento da autoridade policial ou do sistema de justiça que ela é uma vítima, e por vezes, ela é vítima sem ela ter ciência que é vítima. Porque ela não é vítima de um ataque físico ou verbal. Por vezes, ela é vítima de um ataque psicológico, de uma violência psicológica e ela mesma não consegue entender que ela está num ciclo de violência”, disse.
Saúde em crise
Para o MP, tanto o estado quanto o município precisam apresentar, em 90 dias, um plano emergencial. Além disso, é necessário resolver a crise dentro da Santa Casa. Caso isso não ocorra, será dada uma pena imposta por parte da Justiça, com o sequestro financeiro de R$ 12 milhões para garantir o atendimento aos pacientes.
“O Ministério Público tem cobrado esta repactuação, até porque a Santa casa tem um déficit orçamentário mês a mês e isso faz com que profissionais da saúde ali, já há meses, não recebam com a iminência de uma paralisação de algumas atividades”, afirmou Romão.
Em 2025, foram ajuízados mais de quatro mil ações e realizadas mais de 30 mil denúncias na esfera criminal e na proteção aos direitos fundamentais.
Para o diretor de negócios da RMC (Rede Matogrossense de Comunicação), Antônio Boaventura Alves (Tunico), o papel da imprensa e de órgãos de justiça no combate à desinformação é essencial.
“Costumo dizer que a missão do MIDIACOM não é combater ‘fake news’, porque se é fake, não é news. O que nós combatemos, de fato, é a desinformação. Notícia falsa não pode ser tratada como notícia. Nosso papel, como emissoras de rádio e televisão, é assegurar a qualidade, a curadoria e a veracidade da informação. É nessa convergência que nos aproximamos do Ministério Público: no compromisso com o interesse público e a transparência, na promoção da cidadania e dos valores democráticos e na responsabilidade permanente de garantir que a verdade continue sendo o nosso principal norte”, destacou.
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