Novela sem fim: venda do hotel Campo Grande enfrenta obstáculo
Família dona do prédio recorreu ao TJMS pra tentar alvarás que possibilitem negócio de 15 milhões
Imbróglio judicial prolonga ainda mais uma história que se arrasta há décadas: a venda do hotel Campo Grande. Em maio passado a notícia da negociação de um dos prédios mais icônicos da Capital tirou a poeira do assunto, até então enterrado pelos anos de tentativa de vendê-lo, sem sucesso.

No entanto, após aparente compra por R$ 15 milhões, decisão que vetou a liberação de alvará judicial pode minar a tratativa. Isso porque as dívidas de todo o espólio do antigo dono, José Cândido de Paula, com o Município e União, seriam quitadas com o valor da venda.
Esta, inclusive, era uma exigência contratual e os valores foram renegociados com cada órgão. No entanto, a negativa em primeira instância, segundo descrito na apelação, deixa a família “sem condições de quitar suas obrigações e o inventário se arrastará eternamente, o que, embora notório, é ignorado pelo raciocínio desenvolvido na decisão agravada”.
Além disso, o comprador, empresário Wagner Marcelo Monteiro Borges, bem como o Município e União ficam impedidos de receber “os valores que lhe são devidos”.
Explica o recurso que a venda do hotel foi ajustada ao preço de mercado e permitiu que o espólio tenha a liquidez necessária para parcelar aproximadamente R$ 30 milhões de dívidas tributárias, mediante parcelamento e obtenção de substanciais descontos.
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Procurada a defesa não quis detalhar o caso e aguarda julgamento do pedido que pode derrubar a decisão e dar sequência ao processo de venda para só então se manifestar publicamente.
Destino
De acordo com Wagner, o endereço, caso o imbróglio seja desfeito, deve receber mais uma unidade da rede Slaviero Hotéis. Fundada em Curitiba, no Paraná, a empresa do setor hoteleiro tem 36 hotéis em 21 cidades brasileiras.
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