Ódio contra família de assassino de Sophia vai virar alvo de processo

Segundo o advogado Pablo Arthur Buarque Gusmão, a revolta com a crime “passou do limite” e agora, os pais do cliente estão sendo duramente atacados na internet

Ataques a família de Christian Campoçano Leithein nas redes sociais, vão virar alvo de processo por danos morais; é o que garante a defesa do rapaz preso pelo assassinato da enteada Sophia de Jesus Ocampo, de 2 anos. Segundo o advogado Pablo Arthur Buarque Gusmão, a revolta com a crime “passou do limite” e agora, os pais do cliente estão sendo duramente agredidos na internet.

Christian sophia
Christian Campoçano Leithein foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e estupro (Foto: Redes Sociais)

Pablo foi contratado para fazer a defesa de Christian, mas diante da repercussão do caso, os pais do rapaz de 25 anos passaram a ser alvo de ataques de ódio nas redes sociais. Diante da quantidade de ofensas, a família decidiu recorrer a polícia e a justiça.

“Providências judiciais serão tomadas contra todas essas pessoas. Já estamos montando um dossiê, então todas as pessoas que estão difamando, caluniando e injuriando, ameaçando e tecendo comentários odiosos nas redes sociais, nos vamos registrar boletins de ocorrência contra essas pessoas e vamos promover ações na esfera cível”, explicou o defensor.

Para a reportagem, o advogado reforçou que a família do rapaz não tem nada a ver com o crime que ele cometeu, mas, ainda assim, está sendo responsabilizada.“Os pais não estão respondendo ao processo, quem está respondendo ao processo é o senhor Christian. As pessoas não estão com limite de tecer comentários odiosos em relação aos pais”, afirmou o advogado.

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Enquanto isso

Enquanto a defesa lista o nome dos responsáveis por caluniar, difamar e injuriar os pais de Christian, aguardam também novas diligências sobre a morte de Sophia para poderem se manifestarem no processo em relação as acusações feitas na denúncia do Ministério Público Estadual.

Segundo o doutor Pablo Arthur, na denúncia, a promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani requisitou diversas diligências sobre do crime para comprovar a autoria e esclarecer pontos ainda em dúvida no processo, mas o pedido ainda não foi analisado pelo juiz do caso. Depois que isso foi feito, Christian deve ser citado e notificado da ação.

“Posteriormente ele vai receber citação/notificação desse processo e ai a gente vai diligenciar até ele e vamos apresentar a defesa do mesmo no prazo legal”, detalhou. Ainda conforme a defesa, a versão contada pelo cliente na primeira entrevista feita por ele, não será comentada por respeito ao sigilo profissional.

Dificuldade da delegacia

Para a reportagem, o defensor ainda revelou que teve dificuldades em ter acesso ao inquérito policial. De acordo com Pablo, na sexta-feira (3), ele entrou com pedido de acesso integral ao processo. Depois disso, foi a delegacia e para a “surpresa” da defesa, houve violação da prerrogativa funcional dele.

“Isso ninguém divulgou ainda, a mídia não falou e muito menos a DEPCA. Desde o início, foi difícil ter acesso ao inquérito policial justamente repercussão social desse caso, muitas vezes a mídia teve acesso primeiro a documentos, mesmo estando em segredo de justiça. Como por exemplo, ao laudo da morte. Só fomos ter acesso ao fim do dia e após acionar a presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-MS”

Segundo o advogado, a presidente da comissão precisou intervir para ele e o colega, Ítalo Gusmão, conseguissem acesso ao laudo e ao inquérito. “Tendo vista a urgência, a gente poderia ter tido acesso mesmo sem procuração”.

Christian Campoçano Leithein, o padrasto, foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos e também por estupro de vulnerável.

Já a defesa da mãe de Sophia, que também responde pelo crime brutal, é defendida pela Defensoria Pública, que não se manifestou sobre o caso. Ela responde por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, contra menor de 14 anos e homicídio doloso por omissão.

O crime

Stephanie de Jesus da Silva, a mãe da menina, de 24 anos, e o padrasto, Christian Campoçano Leithein, de 25 anos, foram presos logo após a Sophia dar entrada na Upa Coronel Antonino, na noite do dia 26 de janeiro e respondem pela morte.

 A causa da morte de Sophia foi um trauma na coluna cervical que evoluiu para uma hemorragia interna.

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