Omertà: pai de Matheus processa advogado de Jamilzinho por calúnia
Ex-capitão da Polícia Militar, Paulo Xavier, pede R$ 10 mil em indenização
Pai do estudante Matheus Coutinho Xavier, vítima de execução por engano em 2019, o ex-capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Teixeira Xavier ingressou com queixa-crime contra o advogado Carlo Balliano Malavasi, responsável pela defesa de Jamil Name Filho, condenado em primeiro grau como um dos mandantes do assassinato. PX, como é conhecido, quer indenização de R$ 10 mil.

De acordo com a peça inicial, Malavasi fez acusações sem fundamento contra PX, justamente durante julgamento de Jamilzinho pela morte do rapaz, ocorrido em julho do ano passado.
O advogado relacionou PX ao tráfico de drogas, além de tê-lo ligado a duas prisões por porte de arma em diferentes cidades ao interpelar a delegada Daniela Kades, uma das responsáveis pela investigação do crime.
A defesa do ex-capitão anexou arquivo de mídia nos autos, destacando os dois momentos em que o advogados faz as afirmações.
Malavasi disse “se ela soube que antes do triste episódio do garoto Matheus, se o PX (Paulo Xavier – Querelante) foi preso em dois municípios distintos e longínquos por porte ilegal de arma”.
Alegação essa que, segundo o ex-policial, é inverídica. “Após a resposta da testemunha, o querelado complementa sua pergunta, questionando-a acerca de crime de tráfico – crime que jamais houve qualquer envolvimento do querelante”, narra a ação.
Depois, ainda segundo o cena descrita no processo, Malavasi exibe à testemunha uma tatuagem de Juanil, um dos atiradores que mataram o filho de PX, e pergunta à testemunha o que significa aquela tatuagem, sendo-lhe então respondido que aquela tatuagem significa ligação com facção criminosa.
Para a defesa, as falas ferem “a honra do querelante, já não bastasse a dor experimentada pela perda do filho Matheus”.
Procurado pela reportagem, o advogado de Jamilzinho disse que ainda não leu a inicial e, portanto, não pode falar sobre o assunto.
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