Operação Omertà: Gaeco e defesas vão recorrer de sentença sobre arsenal
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) discorda da absolvição do ex-policial civil, Márcio Cavalcanti da Silva, um dos acusados na Operação Omertà, ofensiva contra o crime organizado responsável por uma série de execuções em Mato Grosso do Sul. Sobretudo, o grupo também contesta as baixas penas impostas aos outros quatro […]
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) discorda da absolvição do ex-policial civil, Márcio Cavalcanti da Silva, um dos acusados na Operação Omertà, ofensiva contra o crime organizado responsável por uma série de execuções em Mato Grosso do Sul.
Sobretudo, o grupo também contesta as baixas penas impostas aos outros quatro condenados responsáveis pelo arsenal apreendido em uma residência, no dia 19 de maio de 2019, em Campo Grande.
“Uma sentença condenatória é sempre a confirmação do que o Gaeco acredita ao realizar seu trabalho – que é a necessidade de efetiva responsabilização penal dos autores dos gravíssimos delitos que o grupo investiga. Todavia, há alguns pontos de discordância que serão objeto de recurso, em especial a absolvição de um dos integrantes e as baixas penas impostas em desconformidade com a magnitude das condutas lesivas praticadas pela organização criminosa em questão”, diz a nota enviada à reportagem do Primeira Página.

Condenados
Jamil Name Filho, 44 anos, preso desde setembro de 2019, assim como Marcelo Rios, ex-Guarda Municipal; Vladenilson Daniel Olmedo, ex-policial aposentado; e Rafael Antunes Vieira, ex-Guarda Municipal, também foram condenados por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, conforme a sentença do juiz Roberto Ferreira Filho, aplicada nesta sexta-feira (17).
Rios recebeu a pena mais alta: sete anos de prisão por receptação; Rafael foi condenado a seis anos e nove meses. E Jamilzinho e Vladenilson foram condenados a quatro anos e seis meses de prisão. Todos estão presos preventivamente e a defesa irá recorrer, de acordo com os advogados.
Os quatro foram responsabilizados pelo arsenal encontrado por policiais do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) em uma residência, no bairro Monte Líbano, no mês de maio de 2019, em Campo Grande.
Na casa, foram apreendidos seis fuzis, 17 pistolas, duas espingardas e um revólver, além de carregadores, silenciadores e centenas de munições.
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