Operação Omertà: Justiça mantém Jamilzinho e ex-guarda presos
Decisão remete as investigações da terceira fase da operação, que comprovou a ligação do grupo liderado por Jamil Name com Fahd Jamil
Em uma nova análise sobre as prisões de Jamil Name Filho e do ex-guarda civil metropolitano Marcelo Rios, o juiz Roberto Ferreira Filho decidiu manter na cadeia os acusados de integrar a maior milícia armada de Mato Grosso do Sul. A decisão se refere apenas a um dos processos pelo qual a dupla responde, o que corrupção passiva.

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Jamil Name Filho e Mariano Rios estão presos desde setembro de 2019, quando a primeira fase da Operação Omertà foi deflagrada. Hoje eles possuem prisão preventiva decretada em quatro processos diferentes, todos originados da força-tarefa entre Polícia Civil e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
A nova decisão remete as investigações da 3ª fase da operação, que comprovou a ligação do grupo liderado pelo empresário Jamil Name com Fahd Jamil, o “Rei da Fronteira”. Na época, vários policiais foram presos por auxiliarem as duas organizações criminosas mais poderosas do Estado em vários crimes, inclusive para acobertar homicídios cometidos por elas.
Foram alvos da ação o delegado Márcio Shiro Obara, o policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o ex-guarda municipal Marcelo Rios, Jamil Name, Jamil Name Filho, Fahd Jamil e o filho dele, Flávio Correia Jamil Georges, o Flavinho.
Hoje, apenas Jamilzinho e Rios permanecem na cadeia. Ao analisar a prisão dos dois, o magistrado reforçou que apenas os investigados que possuem alguma função relevante na organização criminosa, que podem atrapalhar o processo e que estão relacionados a crimes violentos ou a posse de armas, continuam detidos.
Para o juiz, ainda há provas da periculosidade dos suspeitos e justamente por isso, eles devem ficar presos. Os dois ainda possuem prisão preventiva decretada em outros quatro
Os réus
Enquanto Jamilzinho e Rios aguardam o julgamento na cadeia, os outros acusados já estão em casa. Obara e Célio tiveram as prisões substituídas por medidas cautelares. Fahd Jamil teve a prisão domiciliar concedida devido ao estado de saúde delicado, enquanto esteve detido, o “Rei da Fronteira” chegou a passar por cirurgia no coração. Já Flavinho está foragido desde o ano passado.
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