PM que matou bioquímico em cinema de Dourados é mandado a júri popular

Morte aconteceu em julho de 2019 dentro de sala de cinema em Dourados, onde o PM e a vítima estavam com os filhos adolescentes

Quatro anos e meio depois do crime, a Justiça decidiu que o policial militar Dijavam Batista dos Santos, 41 anos, vai a júri popular pela morte do bioquímico Júlio César Cerveira, 43 anos, assassinato ocorrido no dia 8 de julho de 2019, em Dourados. O crime aconteceu dentro de uma sala de cinema, na frente de todos que assistiam ao filme, entre eles o filho adolescente da vítima.

PM Dijavan
O policial militar Dijavan Batista dos Santos, que matou Julio Cesar Cerveira dentro do cinema. (Foto: redes sociais)



A arma usada pelo policial era uma pistola ponto 40, sem registro, que ele alegou ser herança do pai, um bombeiro militar.

“Ante o exposto, com fundamento no art. 413 do Código de Processo Penal, pronuncio Dijavan Batista dos Santos a fim de que seja submetido a julgamento pelo Júri Popular pela suposta prática dos crimes descritos no artigo 121, parágrafo 2º, IV (recurso que dificultou a defesa da vítima) do Código Penal e artigo 12 da Lei n° 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), em concurso material de crimes, como dispõe o art. 69, também do Código Penal”.

Sentença de pronúncia

Na sentença de pronúncia, o magistrado mantém o réu em liberdade, por entender que “nada há que recomende alteração de tal situação”.

Dijavam ficou poucos dias preso pelo assassinato, em agosto de 2019. Ele esteve custodiado no presídio militar em Campo Grande e foi solto graças a habeas corpus concedido pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Julio Cesar Cerveira, bioquímico assassinado por PM
Julio Cesar Cerveira, bioquímico assassinado por PM (Foto: redes sociais)

Morte no cinema

A situação que levou à morte do bioquímico envolveu a briga pelo uso de uma poltrona na sala de cinema, onde ambos estavam com os filhos para ver um filme infantil.

No meio da briga, o policial disparou, atingindo Júlio César no tórax.

A sala de cinema estava cheia e a bilheteria informou que oitenta e cinco ingressos tinham sido vendidos.
O processo sobre o caso, que corre na 3ª Vara Criminal de Dourados, é sigiloso.

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