Polícia indicia 22 empresários por esquema de corrupção na Saúde de MT
Segundo a polícia, os 22 envolvidos foram indiciados por crimes licitatórios, peculato e organização criminosa
Por fraude em licitações da SES (Secretaria de Estado de Saúde), 22 empresários foram indiciados pela Deccor (Delegacia de Combate à Corrupção). Os envolvidos foram investigados no âmbito da Operação Espelho 1 e 2.

Segundo a polícia, os 22 envolvidos foram indiciados por crimes licitatórios, peculato e organização criminosa.
O Governo de Mato Grosso não se manifestou sobre o caso até a publicação desta matéria.
A primeira fase da investigação foi em 2021, e a segunda fase em março deste ano.
A Polícia Civil localizou carros e imóveis de luxo no valor de R$ 35 milhões. Os primeiros mandados foram cumpridos no dia 24 de março.
As buscas e apreensões, sequestro e bloqueios foram cumpridos em Alta floresta, Colíder, Cuiabá, Peixoto de Azevedo, Várzea Grande e Sinop.
A apuração que originou a Operação Espelho teve início após a Deccor receber uma denúncia de que a empresa contratada para fornecer médicos plantonistas para o Hospital Metropolitano em Várzea Grande, na especialidade de clínica, disponibilizaria número de médicos inferior ao contratado.
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Em investigações da Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), auditores da CGE (Controladoria Geral do Estado), requisitaram documentação contendo os registros dos espelhos das folhas de pontos dos plantões dos médicos fornecidos pela referida empresa.
Com base nessa documentação, a CGE elaborou um relatório de auditoria que apontou diversas irregularidades na execução dos contratos.
O Primeira Página, por meio da coluna Capivara Criminal, da jornalista Marta Jesus, acompanhou os passos da investigação do escândalo na Saúde do Estado. Veja aqui:
Agora, as investigações seguem para o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que pode propor ação na Justiça contra os indiciados pela Polícia Civil.
O inquérito foi enviado à Justiça, que autorizou a abertura de outras investigações para apurar possível participação de agentes públicos no esquema.
Detalhes do caso não foram divulgados, porque foi determinado sigilo nas investigações.
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