Policial investigado de agredir idosos em elevador é solto e tem porte de arma suspenso
Decisão revogou a prisão preventiva e impôs medidas cautelares, como proibição de contato com as vítimas, suspensão do porte de arma e restrição de acesso ao condomínio onde ocorreram as agressões.
O investigador aposentado da Polícia Civil, Luciano Testa, que estava preso suspeito de agredir um casal de idosos em um elevador do Condomínio Ilha dos Açores, em Cuiabá, teve prisão preventiva revogada e foi solto. A decisão é desta quinta-feira (9), do juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.
Segundo a decisão, Luciano Testa está proibido de se aproximar a menos de 300 metros das vítimas e de entrar no condomínio onde ocorreram as agressões, além de não poder sair de Cuiabá sem avisar a Justiça. Ele ainda teve o porte de arma de fogo suspenso e deve entregar armas que possua em 48 horas.

A defesa de Luciano, por meio do advogado Rodrigo Pouso Miranda, informou que “o verdadeiro compromisso do magistrado é com a Constituição, com a lei e com as provas dos autos, nunca com a repercussão do caso. Respeito às decisões técnicas, fundamentadas na norma e na Justiça”.
Já a defesa do idoso agredido, por meio do advogado Vinicius Manoel, informou ao Primeira Página que deve recorrer da decisão.
Agressões em elevador
Luciano estava preso na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães desde 24 de junho deste ano, por decisão do juiz João Bosco Soares da Silva, que considerou a prisão necessária sob risco de novas agressões às vítimas e possibilidade do investigado interferir na apuração.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a agressão, ocorrida em 11 de junho, é resultado de uma escalada de violência. O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida apontou que ameaças de agressão já haviam sido registradas em agosto de 2025, e acabaram se concretizando cerca de dez meses depois.
Conforme o MPMT, o idoso, de 62 anos, foi agredido com socos e chutes, inclusive depois de cair no chão. A esposa da vítima tentou intervir e também teria sido agredida. Ela ainda teria sido vítima de importunação sexual.
Na manifestação enviada à Justiça, o Ministério Público afirmou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatos indicam risco de fuga e de descumprimento das decisões judiciais.
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