Policial preso após faltar sete dias ao serviço é solto pela Justiça Militar em Cuiabá
A defesa informou que o militar vinha relatando ameaças e problemas no ambiente de trabalho, o que teria motivado a ausência.
Um policial militar que havia sido preso no último dia 27 de fevereiro por faltar ao serviço durante cerca de uma semana, em Cuiabá, foi solto após audiência realizada pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal especializada em Justiça Militar.
Segundo a decisão, o militar faltou ao serviço sem justificativa entre os dias 3 e 10 de fevereiro. Na legislação militar, esse tipo de situação pode ser considerado deserção, quando o policial deixa de se apresentar ao serviço sem explicações.

Durante a audiência, o Ministério Público pediu que a prisão fosse reconhecida como legal, mas concordou que o policial poderia responder ao processo em liberdade, com algumas restrições.
A defesa informou que o militar vinha relatando ameaças e problemas no ambiente de trabalho desde dezembro de 2025, o que teria motivado a ausência. Também destacou que ele se apresentou espontaneamente ao batalhão, o que indicaria que não tinha intenção de fugir das responsabilidades.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que manter o policial preso neste momento seria uma medida exagerada. Por isso, decidiu conceder a liberdade provisória, mas determinou a suspensão do porte de arma, além da obrigação de passar por acompanhamento da área de saúde da Polícia Militar.
O militar também deverá atuar apenas em funções internas e administrativas, sem participar de operações ou atividades externas enquanto o processo estiver em andamento. Ele ainda terá que comparecer sempre que for chamado pela Justiça.
O caso também foi encaminhado para a Corregedoria da Polícia Militar, que foi procurada para se posicionar sobre o caso, mas até o momento não retornou à reportagem.
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