Prestes a apresentar defesa à Justiça, padrasto de Sophia nega estupro
Christian Campoçano Leithein, de 25 anos, é acusado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos e também por estupro de vulnerável
Preso há quase um mês pela morte da enteada Sophia, de 2 anos, Christian Campoçano Leithein, de 25 anos, se manifestou pela primeira vez através de sua defesa, nesta quarta-feira (22). Em nota à imprensa, o advogado Pablo Arthur Buarque Gusmão informou que Christian nega que tenha abusado da menina.

A defesa tem até semana que vem para apresentar a versão de Christian sobre o crime à Justiça. O prazo é o mesmo para Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos, mãe da menina e que também está presa pela morte de Sophia. Em seguida, são marcadas as audiências sobre o caso.
O que diz a defesa
Conforme Pablo Gusmão, apesar dos indícios de que Sophia foi “vítima de violência sexual”, não“há indicativo concreto de que tenha sido o padrasto” o abusador.
“A palavra dele (Christian), embora diminuída neste momento – situação comum em casos como estes, é de que não praticou quaisquer atos libidinosos com a criança, negando veementemente a sua autoria em relação ao suposto crime de estupro a ele imputado”, diz a nota.
Segundo o advogado, ainda não saiu o resultado do exame de DNA que pode indicar se o cliente abusou ou não da menina. “Portanto, malgrado exista a suspeita de estupro, como dito, sua autoria não recai exclusivamente sobre o acusado, devendo aguardar maiores detalhes da apuração criminal”, acrescenta.
Gusmão também se manifestou sobre conversa que Christian teve com Stephanie logo após a confirmação da morta de criança, no dia 26 de janeiro. Pelo WhastApp, o suspeito ameaçou se matar e tentou combinar uma justificativa para os hematomas encontrados no corpo da criança, que indicavam maus-tratos.
“[…] ao que tudo indica, se tratam de expressões usuais, comum em conversas informais e pessoais ocorridas em momentos distintos entre o casal. Expressões coloquiais utilizadas por pessoas comuns: “dei uma surra na fulana””, diz a nota.
Conforme o advogado, a conversa só demonstra que o casal estava preocupado em “ter que justificar as marcas encontradas no corpo de Sophia, já que ambos podem ser responsabilizados por suas condutas”.
Christian também nega que tenha ameaçado ou agredido Stephanie. “Não há, todavia, nos autos, elementos contundentes a respeito de tais alegações”, completa o advogado.
Réus

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Mãe e padrasto estão presos desde o dia do crime, 26 de janeiro. Eles foram denunciados pelo MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) à Justiça duas semanas após o crime. Ao aceitar a denúncia, o magistrado da 1ª Vara do Tribunal do Júri também definiu prazo de 10 dias para o envio dos laudos periciais pendentes sobre o caso.
Christian é acusado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos e também por estupro de vulnerável.
Já Stephanie, a mãe da menina, responde por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, contra menor de 14 anos e homicídio doloso por omissão.
Após serem apresentadas as defesas dos acusados à Justiça, por regra, a primeira audiência é feita para ouvir as testemunhas de acusação. Todo o processo será julgado em sigilo.
Stephanie aguarda o julgamento em presídio de São Gabriel do Oeste. Já o padrasto está no Instituto Penal de Campo Grande, onde existe uma ala para presos por crimes sexuais.
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