Quem é a advogada que possui mais de 60 denúncias por crimes patrimoniais em MT
Divaneide dos Santos Berto Brito, de 47 anos, foi presa por estelionato e falsidade documental, nessa quarta-feira (26), em Cuiabá.
A advogada Divaneide dos Santos Berto Brito, de 47 anos, que foi presa por estelionato e falsidade documental, nessa quarta-feira (26), em Cuiabá, possui mais de 60 boletins de ocorrência por crimes patrimoniais desde 2013, segundo a Polícia Civil.
Em 2024, Divaneide e o marido, técnico de contabilidade, foram presos dentro de um cartório após tentarem vender um apartamento com documentos falsos, mas foram soltos no dia seguinte, após a audiência de custódia, sem pagamento de fiança.

Na época, Divaneide afirmou que o apartamento teria sido arrematado em um leilão e o comprador transferiu cerca de R$ 22,8 mil para a conta dos suspeitos. Após a negociação, a vítima verificou que os documentos eram falsos.
Segundo a Polícia Civil, a mesma vítima também teria pagado R$ 3 mil para Divaneide a representar em um processo na Vara da Família, mas ao procurar o Fórum da Capital, descobriu que a investigada não estava registrada como a representante legal.
Divaneide foi presa novamente nessa quarta-feira, durante a Operação Patrocínio Infiel, que investiga crimes de estelionato e falsidade documental, cometidos por ela e pela comparsa que se apresentava como corretora.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso informou que a advogada Divaneide dos Santos Berto Brito foi excluída preventivamente da entidade, por decisão do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), “com base nos fatos apurados, em antecedentes e na gravidade do caso”.
Ao Primeira Página, a defesa de Divaneide informou que não foi contatado sobre a atual prisão e que, por essa razão, não irá se manifestar, por enquanto.
A operação
A investigação apura um esquema complexo de fraudes envolvendo contratos simulados, procurações falsas, termos de arrendamento, planilhas fictícias de pagamento e documentos adulterados usados para enganar vítimas em supostos negócios imobiliários.
Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva contra a advogada e dois mandados de busca nos endereços das investigadas. O segundo mandado de prisão, direcionado à falsa corretora, não foi cumprido porque ela não foi encontrada pela polícia.
Durante o cumprimento das ordens, os policiais localizaram Divaneide saindo da própria sala enquanto falava ao telefone. Ela foi detida no local. No escritório, foram apreendidos um celular, uma CPU e uma grande quantidade de documentos que, segundo a Polícia Civil, reforçam a ligação da investigada com as fraudes.
A Polícia Civil segue investigando para identificar outros envolvidos, mapear movimentações financeiras e apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro ligados ao esquema.
Leia mais
Mais lidas - 1 Prefeitura ignora concurso na Saúde e renova contrato com terceirizada, diz MP
- 2 Professora agredida por aluno recebe indenização de R$ 20 mil
- 3 TJMT anula suspensão de descontos consignados do salário de servidores
- 4 Carnaval: Judiciário de MS entra em plantão e suspende prazos
- 5 CNJ manda revisar processos julgados por juiz alvo da Ultima Ratio
- 1 Prefeitura ignora concurso na Saúde e renova contrato com terceirizada, diz MP
- 2 Professora agredida por aluno recebe indenização de R$ 20 mil
- 3 TJMT anula suspensão de descontos consignados do salário de servidores
- 4 Carnaval: Judiciário de MS entra em plantão e suspende prazos
- 5 CNJ manda revisar processos julgados por juiz alvo da Ultima Ratio





