Quinto de 7 júris: serial killer conta detalhes de mais uma morte, a 1ª a ser descoberta
Cleber de Souza Carvalho chegou a encenar como fez para golpear três vezes a vítima
Pela quinta vez no banco dos réus, Cleber de Souza Carvalho, de 45 anos, confessou mais uma morte, na manhã desta quarta-feira (6). Desta vez, o serial killer responde pelo assassinato do comerciante José Leonel Fernandes dos Santos, de 60 anos. O crime foi o primeiro, de sete homicídios cometidos por Cleber, a ser descoberto.
Além dele, Roselaine Tavares Gonçalves, sua esposa, também é julgada. O júri avalia a participação da mulher, apesar do pedreiro afirmar que ela não o ajudou a cometer o crime.
Ao juiz Aluizio Pereira dos Santos, o assassino deu detalhes de como golpeou a vítima até a morte. Confira o vídeo abaixo:
Sobre como conheceu o comerciante, Cleber contou que José Leonel foi indicado por uma outra comerciante, dona de uma casa onde o pedreiro morava com a esposa e a filha. Como o local era considerado pequenos para os três, o serial killer indicou que estava procurando outro lugar, sendo aconselhado a procurar por José Leonel.
O casal chegou a ir a casa indicada pela antiga locatária, mas a esposa de Cleber teria ficado insatisfeita com a falta de privacidade, já que uma porta era colada com a outra.
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Cleber ainda afirma ter passado, dias depois, em frente à casa, ocasião que foi abordado pelo comerciante. “Ele perguntou se ele eu não ia alugar a casa expliquei a situação”, foi aí que Leonel teria feito uma nova proposta, onde Cleber ficaria responsável pela forma do imóvel e também alugaria o espaço por pouco mais de 500 reais.
O pedreiro começou a reforma fechando a porta que ligava a casa do comerciante aos cômodos do fundo. Porém, José Leonel teria mudado de ideia.
“Chegou com ar de brutalidade, não sei porque. Começamos a discutir, perguntei “o senhor não tem palavra?”, contou ao júri.

No meio da confusão, Cleber diz ter pensado que o comerciante pegaria uma faca e o atingiu primeiro. Usou o cabo da chibanca e acertou três golpes na cabeça da vítima, que caiu já morta.
O corpo do comerciante foi arrastado até os fundos e deixado em um dos cômodos. Cleber lavou e limpou o local e só voltou para enterrar depois de ter matado Timóteo, no dia seguinte. O corpo de Leonel foi jogado em uma cova rasa aberta nos fundos da propriedade.
Para despistar as pessoas que tinham visto o pedreiro trabalhando no local, Cleber conta ter tido a ideia de falar que tinha comprado o imóvel e, por isso, estava de mudança. “Minha esposa e minha filha não sabiam”, destacou.
Sobre as três pancadas na cabeça da vítima, Cleber afirmou que “perdeu a razão”.
O que diz a defesa
Ao Primeira Página, o advogado Diego Fernandes Alfonso, que faz a defesa de Cleber e da esposa, afirmou estar “com sede de justiça”. “Esperemos que ao final do dia seja reconhecida a inocência da Roselaine e a condenação do Cleber nos termos da lei, sem exageros”, declarou.
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