Reeleito, chefe do MPMS fala sobre desafios do próximo mandato

Romão Ávila Júnior foi entrevistado no Papo das 7

Reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o promotor Romão Ávila Júnior participou do Papo das 7 no Bom Dia MS para falar sobre os desafios do novo mandato, que agora se estende até 2028.

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Apresentador do Bom Dia MS, Fabiano Arruda, em entrevista com procurador-geral do MPMS, Romão Ávila Júnior (Foto: Geisy Garnes)

Segundo ele, estão em foco o endurecimento contra o crime organizado, o uso de tecnologia na fiscalização eleitoral e a estruturação de redes de proteção social e saúde pública.

Para isso, um dos pilares da gestão são as atuações do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gaeco) e do recém-reestruturado Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECO). Nos últimos anos, conforme o procurador, o Gaeco realizou quase 100 operações, resultando em mais de 600 mandados de prisão.

O número expressivo ocorre porque Mato Grosso do Sul é porta de entrada de grande parte das drogas e armas para o país e o mundo, o que exige um olhar atento ao projeto de Lei antifacções.

No âmbito municipal, o foco tem sido o combate a desvios em áreas sensíveis.

“Dezesseis operações foram feitas em 14 municípios. E a frente de trabalho muitas vezes é direcionada à saúde e educação, em que é percebido que os desvios somam centenas de milhões de reais”, explicou.

Sobre o controle externo da atividade policial, em 2025, foram recebidas quase 1 mil notícias de fato sobre eventuais abusos ou desvios, gerando cerca de 100 procedimentos investigatórios.

Tentativa de garantir que força policial seja composta por profissionais preparados, investigando todas as mortes decorrentes de intervenção.

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Procurador-geral do MPMS, Romão Ávila Júnior (Foto: Geisy Garnes)

No combate à violência contra a mulher, citou ferramentas como o Alerta Lilás, que integra bases de dados para monitorar reincidentes. Desde março do ano passado, o sistema catalogou 44 mil casos de violência doméstica e 27 mil agressores.

Vale ressaltar que somente em 2026, o estado já contabilizou 11 feminicídios.

Na área da saúde, o procurador destacou o papel do chamado Compor, Central de Autocomposição), que mediou acordo de R$ 54 milhões entre o Estado, o Município e a Santa Casa de Campo Grande no final do ano passado.

Para as eleições de 2026, o desafio central será a desinformação e o uso ilegal de inteligência artificial. Conforme o procurador, o órgão se preparou com instrumentos de tecnologia da informação para produzir provas contra fake news.

“É importante procurar a fonte, procurar os veículos de comunicação sérios… para verificar a veracidade dos fatos comunicados via celular”.

A posse do procurador-geral para novo mandato ocorre no dia 8 de maio.

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