Réu na Omertà, Fahd Jamil é internado no Albert Einsten em São Paulo

Internação de Fahd Jamil no hospital Albert Einsten, em São Paulo, foi autorizada pela Justiça

Está internado novamente em São Paulo (SP) Fahd Jamil Georges, de 82 anos, um dos réus da operação Omertà, apontado como chefe de uma milícia armada que atuava na fronteira do Brasil com o Paraguai, a partir de Ponta Porã, com apoio de outra milícia armada de Campo Grande, cuja chefia é atribuída à família Name.

Fahd Jamil
Fahd Jamil chegou a ficar preso, mas conseguiu autorização para esperar as sentenças da operação Omertà em casa. (Foto: redes sociais)

É a segunda internação de Fahd Jamil desde outubro de 2023, para tratar a saúde que, segundo seus advogados informaram à Justiça, é bastante frágil. Ele tem problemas pulmonares, inclusive com histórico de tratamento de um câncer, além de outras enfermidades ligadas ao envelhecimento.

No ano passado, em setembro, o homem que já foi chamado de “Rei da Fronteira”, ficou internado primeiro em Campo Grande, no hospital da Unimed, depois em São Paulo, no Sírio Libanês.

Agora, está em um leito do hospital Albert Einsten.

Para poder se tratar na capital paulista, foi preciso autorização da Justiça, que concedeu a permissão por prazo de 30 dias, passíveis de prorrogação, caso seja necessário.

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“Em razão dos motivos alegados e comprovados declaração médica de fls. 1468 – e considerando que o requerente vem cumprindo adequadamente as medidas cautelares diversas da prisão (não havendo notícias de descumprimento até o presente momento) defiro que Fahd Jamil se ausente desta Comarca para tratamento médico na cidade de São Paulo-SP por até 30 (trinta) dias, sem prejuízo de novo requerimento para prorrogação do período mediante comprovação de necessidade médica”.

Decisão do juiz Roberto Ferreira Filho

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, determinou que em 10 dias sejam apresentadas informações médicas sobre o réu.

Fahd é alvo de três ações penais derivadas da operação Omertà, por chefiar organização criminosa e ainda por crimes de tráfico de armas e corrupção de agentes públicos. Todas estão na fase de instrução processual.

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