Réu por matar florista 3 meses antes do casamento alega amnésia e uso de medicamentos

A todo o tempo de olhos fechados, Suetônio também afirmou que tinha a intenção de tirar a própria vida

No banco dos réus pela morte da florista Regiane Fernandes de Farias, de 39 anos, Suetônio Pereira Ferreira falou pela primeira vez sobre o crime, nesta quarta-feira (23). Perante o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, e de olhos fechados a todo o tempo, ele alegou não se lembrar como saiu de casa no dia do crime e também afirmou ter feito uso de medicamentos.  

Suetônio permaneceu de olhos fechados enquanto falava pela primeira vez sobre o crime (Foto: Geisy Garnes)
Suetônio permaneceu de olhos fechados enquanto falava pela primeira vez sobre o crime (Foto: Geisy Garnes)

“Não tenho explicação para esse fato, não sei falar disso”, afirmou em júri ao ressaltar não lembrar nem mesmo quantos tiros foram disparados para matar a companheira. 

“Nao sei como saí da minha casa, se saí da minha casa, como cheguei até lá. Não tenho nenhuma lembrança desse fato, desse dia. Não tenho isso em momento nenhum da memória, não consigo, não sei”. 

Suetônio e Regiane estavam de casamento marcado para o dia 4 de abril de 2020, mas estavam separados no dia do crime, 18 de janeiro. “Tínhamos dado um pequeno tempo, uma pausa por um desentendimento banal. Quando ela não queria falar comigo, me bloqueava. Brigamos e juntos optamos por dar um tempo, para repensar a decisão do casamento. Mas, não desmarcamos a data”, alegou o pecuarista, que ainda disse que o casal ainda usava aliança.  

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Para o casamento, Regiane já estava decorando a casa que haviam arrumado juntos. No dia 8 de abril, os dois viajariam para Maceió em lua de mel. 

Regiane
Regiane, florista vítima de feminicídio.

Regiane foi morto a tiros em frente à floricultura onde trabalhava, no Bairro Caranda, em Campo Grande. Suetônio não aceitava o fim do relacionamento. Apesar de alegar amnésia, o réu confessou ter atirado contra a noiva.  

“Estava em uma fase de depressão muito grande, estava passando por situações que estavam atrapalhando”, alegou ao dizer que ainda se recuperava do fim do primeiro casamento, que durou 20 anos e havia terminado há quatro.  

“Não sei por qual motivo exato, pela quantidade de remédio que eu tinha tomado, as vezes pelo tiro, mas é um dia que não me lembro”, reforçou.  

FEMINICIDIO BASTA 2022

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