Réus são absolvidos por crime no Quadrilátero das Mortes em Campo Grande
Tiago Paixão Almeida e Marcelo Rodolfo das Neves Oliveira, se livraram da acusação de homicídio, mas terão de cumprir 8 anos de prisão, cada um, por tráfico
Tiago Paixão Almeida, o “Boy”, e Marcelo Rodolfo das Neves Oliveira foram absolvidos da acusação de envolvimento na execução de Luiz Felipe da Silva, de 22 anos, em júri nesta quarta-feira (7 de junho).
A vítima foi assassinada com 13 tiros, no dia 31 de março de 2021, na região conhecida como “Quadrilátero das Mortes”, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. O nome decorre de outras mortes já ocorridas por ali, e que tem relação com a disputa pelo controle do tráfico de drogas, conforme as investigações.
Tiago Paixão (de blazer) e Marcelo Rodolfo (camiseta vermelha). (Foto: Divulgação)
No julgamento, Tiago e Marcelo acabaram sendo condenados a 8 anos de prisão, cada um, por tráfico de drogas. Isso porque, conforme a denúncia, a dupla estava associada no comércio de drogas na região e era rival da vítima.
O crime, conforme a acusação levada ao tribunal do júri, ocorreu em meio à disputa pelo domínio do tráfico na região. Durante as apurações, a polícia encontrou mais de 3,3 mil papelotes de cocaína, pasta base, maconha e balança de precisão na residência de Tiago, no bairro Guanandi ll, em Campo Grande.
A promotoria sustentava que Tiago Paixão mandou executar Luiz Felipe e “quem mais estivesse com ele na biqueira da rua Antônio Meirelles Assunção, onde aconteceu a execução. Os jurados, entretanto, não reconheceram a acusação de homicídio, mas declaram os acusados culpados por tráfico.
Diante da conclusão do conselho de sentença, o presidente do Tribunal do Júri, juiz Aluizio Pereira dos Santos, fixou a prisão por tráfico em 8 anos e 600 dias de multa, para cada um dos acusados.
A defesa dos réus deve recorrer da decisão.
“Se os jurados não reconheceram a participação no homicídio, concluíram que não houve a associação criminosa eu entendo que o crime de tráfico também não deveria ser reconhecido. Mas, ainda vou me reunir com a minha equipe para deliberar se vamos recorrer ou não”, comenta o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa.
“Boy” está cumprindo prisão preventiva em domicílio, para tratamento de saúde, com uso de tornozeleira. Na audiência, chamou atenção o fato de estar com um tapa-olho. Segundo apurado pela reportagem, a proteção se deve a uma infecção no olho, que foi atingido por um tiro há alguns anos, durante uma tentativa de homicídio.
Outros acusados
Caio Cesar Oliveira da Silva, Thiago da Silva Gomes e Fabiano Saraiva também eram acusados de envolvimento na execução de Luiz Felipe. Thiago e Fabiano foram submetidos a julgamento no último dia 31 de março.
Thiago foi condenado a 9 anos de prisão e 450 dias-multa enquanto Fabiano teve pena de 30 anos e 11 meses de prisão. Já Caio Cesar morreu de câncer, antes de ser julgado.
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