Ricardo Moon é transferido para presídio de Campo Grande

Preso desde sábado, 23 de julho, Ricardo Hyun Su Moon foi transferido para o Centro de Triagem em Campo Grande na manhã desta terça-feira (26). O policial rodoviário federal estava em uma cela do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e pela primeira vez é levado para um presídio pela morte do empresário Adriano Corrêa do Nascimento.

Ricardo moon PRF
Ricardo Moon no julgamento sobre a morte do empresário (Foto: TV Morena)

Moon foi julgado em 2019 por matar Adriano na madrugada do dia 31 de dezembro de 2016, durante uma “confusão” no trânsito. Desde então, a defesa recorre da decisão dos jurados. Como na sentença o policial ganhou o direito de aguardar em liberdade o desfecho do processo, mesmo condenado pelo crime, ele continuou soltou.

No dia 22 de julho a justiça determinou a prisão de Moon. Ao fazer isso, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida explicou que todos os recursos apresentados pela defesa do policial estavam adiando a punição pelo homicídio. Ele se entregou no dia seguinte na sede da delegacia especializada.

O policial passou por audiência de custódia, uma maneira de conferir se o réu não foi agredido na cadeia, e teve a transferência definida pelo juiz da 1ª Vara de Execução Penal.

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A morte de Adriano

Pela manhã, Ricardo ainda passou por audiência de custódia e foi ouvido pelo mesmo juiz que determinou sua prisão. A intenção era confirmar se o preso não teve os direitos desrespeitados pelos investigadores e se não foi agredido na cadeia.

Adriano foi morto a tiros após discussão no trânsito. Moon estava a caminho do trabalho, quando teria sido fechado pela caminhonete conduzida pelo empresário, em trecho na avenida Ernesto Geisel, no centro de Campo Grande.

Na caminhonete de Adriano também estavam Aguinaldo Espinosa e o enteado dele, Vinícius Cauã Ortiz. À época, o policial disse ter pensado que se tratava de um atentado e, por esse motivo, decidiu descer do carro e atirar.

O policial foi recolhido à viatura da Polícia Militar e chegou a ficar preso, mas foi liberado pouco depois mediante algumas restrições. Ele continuou atuando na área administrativa da PRF.

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