Servidor é denunciado por desvio de verbas e fraude no DSEI Xavante
O manifesto destaca ainda que Ivair Peratelli possui histórico de envolvimento em escândalos anteriores, conforme revelado em denúncia formal do MPF.
Apontado pelo Ministério Público Federal como participante de um esquema de superfaturamento e corrupção no DSEI Kayapó/MT, o servidor Ivair Antônio Peratelli agora é alvo de novas denúncias no DSEI Xavante. Profissionais afirmam que ele teria desviado recursos, usado veículos oficiais para fins pessoais e articulado favorecimentos internos, com anuência da gestão.
As acusações constam em um manifesto de repúdio assinado por profissionais de saúde do DSEI Xavante e em uma notificação extrajudicial por inadimplência no valor de R$ 76,3 mil, além de informações que dialogam com uma extensa denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre desvios no DSEI Kayapó/MT, onde atuou o mesmo servidor agora citado.

No manifesto, servidores afirmam que esse valor teria sido desviado durante a gestão de transporte sob responsabilidade de Ivair Antônio Peratelli, apontado como o articulador de irregularidades internas.
O documento relata que Ivair estaria utilizando veículos oficiais para deslocamentos particulares, incluindo viagens frequentes a Colíder, cidade onde residia anteriormente. Há ainda denúncias de uma suposta negociação de cargos de motorista; descaracterização proposital de veículos públicos; uso irregular de diárias, abastecimentos e deslocamentos, e favorecimento de aliados em decisões administrativas.
Os servidores afirmam que bens públicos estariam sendo usados em benefício próprio.
Omissão
O manifesto de repúdio da Secretaria de Saúde Indigena (SESAI), também aponta diretamente para o coordenador do DSEI Xavante, Crisanto Rudzõ, acusado de omitir-se diante das irregularidades. Segundo o documento, Crisanto recebeu um inquérito policial envolvendo Ivair, mas não instaurou procedimento administrativo, arquivando o caso sem apuração. A conduta pode configurar prevaricação e violação aos princípios básicos da administração pública.
O manifesto destaca ainda que Ivair Peratelli possui histórico de envolvimento em escândalos anteriores, conforme revelado em denúncia formal do Ministério Público Federal. No DSEI Kayapó/MT, Ivair foi acusado de: assinar relatórios com números adulterados de refeições; contribuir para o superfaturamento de contratos e beneficiar empresas envolvidas em esquema milionário de fraude.
A investigação, iniciada em 2018, integrou a Operação Kitsune, que desarticulou um amplo esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos e pagamento de propina no fornecimento de refeições às unidades de saúde indígena. O MPF identificou superfaturamento de até 72% e pagamentos sem cobertura contratual.
Servidores pedem investigação do Ministério Público Federal
Diante dos fatos, o grupo de profissionais solicita que o MPF abra um procedimento investigativo, faça com que os envolvidos respondam de forma administrativa, civil e penal, além de medidas urgentes para resguardar recursos públicos e proteger o atendimento à população indígena.
Por fim, eles encerram o manifesto de repúdio pedindo por “Por dignidade, por respeito, por justiça”.
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