"Sintonia dos Gravatas": OAB decide dia 20 punição a advogados presos por integrar facção

Eles vão passar pelo Tribunal de Ética e disciplina da Ordem em que poderão ser suspensos, advertidos e até expulsos

Os advogados investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por envolvimento com grupo criminoso que atua dentro e fora dos presídios serão julgados pelo Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul no próximo dia 20 deste mês. Eles correm risco de expulsão da Ordem.

OAB
Advogados serão julgados no Tribunal de Ética da Ordem (Foto: Divulgação)

Passarão pelo Tribunal de Ética da OAB os seguintes advogados: Bruno Ghizzi, Inaiza Herradon Ferreira, Paula Tatiane Monezzi e Thais de Oliveira Caciano.

A Justiça já determinou a suspensão da advogada Paula Tatiane Monezzi, conforme comunicado publicado no dia 29 de abril. Essa decisão foi em razão da autorização para que ela deixasse a prisão, sob o argumento principal de que cuida sozinha do filho.

O secretário-geral da OAB em MS, Luiz Renê do Amaral, respondeu ao PP que a Ordem não comenta processos éticos e que esta suspensão da advogada não foi decretada pela OAB e, sim, pelo Judiciário.

As sanções para os outros ainda serão avaliadas, conforme explicou o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina, Rui Falcão Novaes.

Segundo ele, 39 membros da OAB devem participar do julgamento dos advogados. A suspensão é uma decisão provisória determinada por votação em maioria simples e que dura, em média, 90 dias. Neste período, os julgados não poderão exercer suas profissões.

Após responderem ao processo definitivo montado pela OAB em que terão direito à defesa, os advogados poderão ser punidos também com advertência e até expulsão.

Sintonia dos Gravatas

Integrantes da “Sintonia dos Gravatas”, não apenas faziam, segundo a apuração, o trabalho defensivo e de atendimento dos custodiados, como também levavam e traziam recados do mundo externo sobre ações fora da lei, administravam valores, pagavam propinas e, como recompensa, recebiam espécie de mensalidade pelo serviço prestado.

Até foto de gente morta, com os algozes fazendo gestos alusivos ao grupo criminoso, foram achadas em telefones vasculhados durante a operação “Courrier”, deflagrada em 25 de março pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), com apoio do Garras (Delegacia Especializada de Combate a Roubos, Assaltos e Sequestros) e dos Batalhões de Choque e Bope (Operações Especiais) da PM.

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