TJ reduz em 4 anos pena de condenado por feminicídio de florista

Em março deste ano, Suetônio Pereira Ferreira, de 59 anos, foi condenado a 19 anos de prisão por matar a companheira Regiane Fernandes

Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reduziram em quatro anos a pena de Suetônio Pereira Ferreira, de 59 anos, condenado em março deste ano pelo assassinato da florista Regiane Fernandes de Farias, de 39 anos. O motorista de aplicativo que foi sentenciado a 19 anos de prisão em júri popular, agora terá que cumprir 15 anos pelo crime.

Suetônio permaneceu de olhos fechados enquanto falava pela primeira vez sobre o crime (Foto: Geisy Garnes)
Suetônio permaneceu de olhos fechados no julgamento (Foto: Geisy Garnes)

A redução na pena foi um pedido da defesa de Suetônio. Para definir a nova pena, os desembargadores consideraram a confissão do réu e refizeram os cálculos para definir a sentença. “Presente apenas a circunstâncias atenuante da confissão reconhecida no presente julgamento, reduz-se a pena para 15 anos de reclusão, tornando-se em definitivo”.

Regiane foi morto a tiros em frente à floricultura onde trabalhava, na Rua Vitório Zeola, no Bairro Carandá Bosque, na manhã de 18 de janeiro de 2020 – em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Depois do crime, tentou tirar a própria vida, mas foi socorrido há tempo. Durante toda a investigação, a polícia afirmou que Suetônio não aceitava o fim do relacionamento e por isso assassinou a companheira.

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Em seu julgamento, mudou toda a versão. Revelou que estava de casamento marcado com a florista, mas que sofria de depressão e até aquele momento não se lembrava o porque matou a companheira.

No banco dos réus, Suetônio alegou amnésia e uso de medicamentos controlados, mas suas declarações não sensibilizaram o Conselho de Sentença que, por maioria dos votos, condenou o acusado por feminicídio qualificado pela torpeza e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os crimes e qualificadora não foram alterados na nova decisão.

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