TJMS elege nova presidência após desembargadores serem investigados
Desembargadores eleitos assumirão novos cargos em 3 de fevereiro de 2025
Os novos integrantes da administração do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) foram eleitos durante sessão do Tribunal Pleno realizada nesta quarta-feira (18). A substituição foi decidida após a abertura de investigações por corrupção e venda de sentenças contra os desembargadores anteriormente eleitos para os cargos de presidente e vice-presidente.

Leia mais
Após a Operação Ultima Ratio, o TJMS informou que uma nova votação do tribunal pleno iria decidir sobre a gestão do biênio. Com a votação desta quarta (18), a eleição anterior foi inutilizada.
A administração para o biênio 2025/2026 já havia sido definida em outubro deste ano, com Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu da Silva eleitos para presidência e vice-presidência, respectivamente.
Com a nova votação, o desembargador Dorival Renato Pavan assumirá a presidência do TJMS, enquanto Fernando Mauro Moreira Marinho ocupará a Vice-Presidência e Ruy Celso Barbosa Florence será o Corregedor-Geral de Justiça.
Segundo apuração do Primeira Página, a decisão desta quarta-feira invalida oficialmente a eleição de outubro, garantindo que os magistrados investigados não ocupem os cargos de liderança no próximo biênio.
As investigações, conduzidas no âmbito da operação Ultima Ratio, levaram o TJMS a convocar nova votação para assegurar a escolha de gestores que conduzam a corte com integridade e confiança.
Com o resultado desta quarta-feira, os nomes eleitos para a administração do tribunal são:
Presidente: Dorival Renato Pavan
Nascido em Mandaguari (PR), Dorival Renato Pavan ingressou na magistratura em maio de 1985, sendo promovido no mesmo ano para Ribas do Rio Pardo. Em 1988, assumiu a 3ª Vara Cível da comarca de Corumbá como juiz de segunda entrância.
Posteriormente, foi promovido à entrância especial, atuando na 3ª Vara Criminal de Campo Grande, e em 1992 transferiu-se para a 5ª Vara Cível da capital. Tornou-se desembargador em julho de 2008.
Durante o biênio 2023/2024, ocupou o cargo de Vice-Presidente do TJMS e foi diretor-geral da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS).
Vice-presidente: Fernando Mauro Moreira Marinho
Natural de Belo Horizonte (MG), Fernando Mauro Moreira Marinho iniciou sua carreira na magistratura sul-mato-grossense em setembro de 1980. Foi promovido a juiz de segunda entrância em 1982, atuando em Amambai, e depois em Fátima do Sul.
Desde 1988, como juiz de entrância especial, exerceu funções em diversas varas da comarca de Campo Grande, incluindo a 1ª Vara Cível, a 2ª Vara Criminal e a Vara de Sucessões. Tornou-se desembargador em 2008 e ocupou o cargo de Corregedor-Geral de Justiça no biênio 2023/2024.
Corregedor-Geral de Justiça: Ruy Celso Barbosa Florence
Natural de Aguaí (SP), Ruy Celso Barbosa Florence ingressou na magistratura estadual em 1986, na comarca de Bonito. Foi promovido em 1988 à 1ª Vara Cível e Criminal de Paranaíba e, em 1996, à 4ª Vara de Família de Campo Grande, já na entrância especial.
Com experiência como juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça em dois biênios (2001/2002 e 2009/2010), é mestre e doutor em Direito das Relações Sociais. Atuou como juiz auxiliar da Presidência do TJMS em 2011, antes de ser promovido a desembargador em maio do mesmo ano.
Mais lidas - 1 Juiz determina corte de equipe e carros oficiais de Bolsonaro durante prisão
- 2 Nova conselheira do CNJ, desembargadora fala sobre combate à violência contra a mulher
- 3 Jovens terão que pagar R$ 7,5 mil por vídeos ofensivos na internet
- 4 Cuiabá e Dom Aquino entram na lista de emendas PIX enviada para investigação da PF
- 5 Em seis anos, filho de desembargador aumentou patrimônio em 174 vezes
- 1 Juiz determina corte de equipe e carros oficiais de Bolsonaro durante prisão
- 2 Nova conselheira do CNJ, desembargadora fala sobre combate à violência contra a mulher
- 3 Jovens terão que pagar R$ 7,5 mil por vídeos ofensivos na internet
- 4 Cuiabá e Dom Aquino entram na lista de emendas PIX enviada para investigação da PF
- 5 Em seis anos, filho de desembargador aumentou patrimônio em 174 vezes




