TJMS mantém Jamilzinho e funcionários como réus pela morte de Playboy

Os réus são Jamil Name Filho, Marcelo Rios, Everaldo Monteiro de Assis e Rafael Antunes, integrantes de milícia armada investigada pela operação Omertà

Por unanimidade de votos, a 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) manteve a pronúncia de quatro réus pelo assassinato de Marcel Hernandez Colombo, o “Playboy da Mansão”, vítima de execução no dia 18 de outubro de 2018, em Campo Grande.

Júri no TJMS
Júri sobre o Playboy da Mansão, no TJMS. (Foto: Maressa Mendonça)

Os réus são Jamil Name Filho, Marcelo Rios, Everaldo Monteiro de Assis e Rafael Antunes, acusados de integrar de milícia armada investigada pela operação Omertà, em curso desde 2019.

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Na tarde desta terça-feira (25), foi julgada apelação da defesa contra a decisão de primeiro grau mandando os quatro a júri popular pelo crime. Por unanimidade, rejeitaram as preliminares apresentadas pelas defesas e, no mérito, negaram provimento aos recursos.

Com essa decisão, o juiz de primeiro grau, Aluizio Pereira dos Santos, já pode marcar a data do júri, mesmo que ainda caiba recurso no próprio TJMS e nos tribunais superiores.

O crime

Marcelo Hernandes Colombo era conhecido como “Playboy da Mansão” por fazer festas barulhentas em uma casa no bairro Carandá. Chegou a ser preso por contrabando.

A morte dele, segundo as investigações da operação Omertá, desenvolvidas por força-tarefa da Polícia Civil e encampadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) foi encomendada por Jamil Name Filho como vingança a uma confusão ocorrida anos antes em uma casa noturna da cidade.

Conforme a peça de denúncia, Jamilzinho delegou a empreitada criminosa ao ex-guarda civil metropolitano Marcelo Rios, que teve a ajuda de policial federal aposentado Everaldo Monteiro de Assis e do também ex-guarda civil metropolitano Rafael Antunes.

Esse é o segundo júri previsto da operação Omertà, em curso desde setembro de 2019, para enfrentar milícias armadas que matavam pessoas para proteger negócios ilegais, principalmente jogos de azar.

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