Toffoli impõe prazo à PF e marca depoimentos do Banco Master para próxima semana

O cronograma foi ajustado após determinação do magistrado para que todos os depoimentos fossem colhidos em apenas dois dias.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, definiu para os dias 26 e 27 de janeiro a realização dos depoimentos no inquérito que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. As oitivas ocorrerão de forma concentrada, parte por videoconferência e parte presencialmente na sede do STF, em Brasília.

O cronograma foi ajustado após determinação do magistrado para que todos os depoimentos fossem colhidos em apenas dois dias. A Polícia Federal havia solicitado um prazo maior, de seis dias, para ouvir todos os investigados, mas a proposta foi rejeitada.

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STF marca para a próxima semana depoimentos do caso Banco Master. – Foto: Foto: STF/Reprodução.

Executivos e ex-sócios serão ouvidos

No dia 26, os depoimentos ocorrerão por videoconferência e incluem nomes ligados tanto ao Banco Master quanto ao Banco de Brasília (BRB). Estão previstos os testemunhos do diretor financeiro do BRB, Dário Oswaldo Garcia Junior, além de executivos e empresários investigados por possível participação no esquema sob apuração.

Já no dia 27, as oitivas mesclam sessões presenciais e remotas. Serão ouvidos, entre outros, o superintendente de operações financeiras do BRB, Robério Cesar Bonfim Mangueira, diretores e sócios atuais e antigos do Banco Master, incluindo responsáveis pelas áreas de risco, compliance e tecnologia.

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Atrito entre STF e Polícia Federal

A decisão de Toffoli de concentrar as oitivas intensificou o desgaste na relação institucional com a Polícia Federal. Nos bastidores da investigação, o ministro tem demonstrado reservas quanto à condução dos trabalhos pela corporação, o que se refletiu também em outra medida sensível do processo.

A perícia do material apreendido na fase mais recente da Operação Compliance Zero ficará sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), com acompanhamento técnico da Polícia Federal. Quatro peritos da corporação foram designados para acompanhar a extração de dados e os exames periciais.

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Apesar disso, a escolha dos peritos não passou pela cúpula da PF. Os nomes foram definidos diretamente pelo ministro, com base em indicações recebidas por ele, sem comunicação prévia à direção da corporação. Investigadores só tomaram conhecimento da decisão após a divulgação pela imprensa, o que aprofundou o mal-estar entre as instituições.

O inquérito segue em andamento no Supremo e deve avançar a partir do conteúdo dos depoimentos e da análise do material periciado, que poderá definir os próximos passos da investigação.

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