Toni Flor foi morto por interesse em seus bens, diz mãe de empresário

Justiça realiza nesta segunda-feira (17), o júri popular do caso Toni Flor. Em audiência de instrução, Ana Claudia Flor confessou que pagou R$ 60 mil para matar o empresário Toni Flor.

Leonice da Silva Flor, 69 anos, mãe de Toni Flor, contou durante o júri popular de Ana Cláudia Flor, nesta segunda-feira (17), que a ex-nora estava monitorando o patrimônio do ex-marido e viu que o trabalha de Toni “estava dando muito dinheiro”.

Mãe de Tony Flor prestou depoimento no júri de Ana Claudia Flor. (Foto: Reprodução)
Mãe de Toni Flor prestou depoimento no júri de Ana Claudia Flor. (Foto: Reprodução)

Toni Flor foi assassinado a tiros em frente a academia que frequentava, em 11 de agosto de 2020. A esposa da vítima confessou o crime após a prisão de um dos autores do homicídio.

Segundo a mãe de Toni, após a morte do filho, Ana foi “vendendo o que tinha” para não fazer divisão de bens.

Enquanto isso, Toni estava adquirindo mais bens, o que fez a ex-nora criar interesse no patrimônio do então marido.

“Ele tinha um Corolla, que tinha comprado não tinha nem um mês. Eles tinham um casa muito boa, que comprou de um advogado, que ele ia passar quando terminasse de quitar, que tinha feito um contratado de gaveta”, disse a mãe de Toni.

Para a mãe, outra demonstração de que ela estava com interesse nos bens está no fato de não ter feito inventário de nada e de vender o que conseguiu, segundo Leonice.

A mãe de Toni Flor destacou que a Ana Flor tinha um carro de luxo e comprou outro mais caro. No entanto, o veículo teria sido roubado durante uma viagem ao Rio de Janeiro. Outro bem elencado por Leonice foi uma casa, que havia sido adquirida por Toni e Ana Claudia, através de contrato de gaveta.

A mãe de Toni disse ainda que sempre desconfiou do comportamento de Ana Claudia Flor. “Quando ela via uma pessoa bonita, mais elegante, ela ficava em cima”, revelou.

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A avó disse que não tem mais contato com os netos. “Meus tesouros, Toni era carinhos com as filhas. Ele levantava cedo e fazia o café, arrumava e as levava à escola”, disse.

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