Trio é condenado a 66 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo
Jonas de Almeida Silva, de 26 anos, foi mantido em cárcere privado, torturado e morto, em março de 2019.
O Tribunal do Júri de Várzea Grande (MT) condenou Bruno Vinícius Rodrigues, Vitor Weslen Amorim de Albuquerque e Jhully Gabrielly Batista de Souza a, respectivamente, 25 anos, 21 anos e 20 anos de prisão, em regime inicial fechado pela morte de Jonas de Almeida Silva, de 26 anos, em março de 2019. O julgamento foi realizado nessa terça-feira (7).

Conforme a sentença, o trio foi considerado culpado por organização criminosa armada, cárcere privado, tortura, homicídio triplamente qualificado e vilipêndio a cadáver.
Jonas era motorista de aplicativo e desapareceu após aceitar uma corrida. O corpo dele foi encontrado carbonizado dentro do porta-malas do próprio carro, em uma área de mata, no bairro São Benedito, no dia 28 de março de 2019.
Conforme as investigações, Jonas foi mantido em cárcere privado, torturado e espancado até a morte. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os réus faziam parte de uma facção criminosa.
Segundo a polícia, Jonas tinha uma cliente que era esposa de um reeducando, integrante da facção, que suspeitava que a esposa estava se relacionando com a vítima e encomendou o crime.
Os jurados acolheram os argumentos do MPMT, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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