Trio é condenado por morte de lojistas no Shopping Popular de Cuiabá
Sílvio Júnior Peixoto e Vanderley Barreiro da Silva foram condenados a 23 anos e 4 meses de prisão; Jocilene Barreiro da Silva recebeu pena de 25 anos de reclusão, todas em regime fechado.
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou nesta quinta-feira (13) os três réus pelo duplo homicídio dos lojistas Gersino Rosa dos Santos, de 43 anos, conhecido como Nenê, e Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, de 27, ocorrido no Shopping Popular de Cuiabá, em novembro de 2023.
Após a deliberação do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, presidente do Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Capital, proferiu a sentença condenatória. A magistrada destacou que a decisão foi tomada pelo voto soberano dos jurados e que as penas foram fixadas conforme os critérios previstos no Código Penal e na legislação específica dos crimes hediondos.

Foram condenados Sílvio Júnior Peixoto, apontado como executor, e Vanderley Barreiro da Silva, identificado como um dos mandantes, a 23 anos e 4 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. Já Jocilene Barreiro da Silva, também considerada mandante, recebeu pena de 25 anos de prisão, igualmente em regime fechado.
De acordo com as investigações, o crime foi motivado pela suspeita de que Gersino teria assassinado o filho de Jocilene, em Campo Grande (MS), 14 dias antes de ser morto. Em retaliação, ela e Vanderley teriam contratado Sílvio, em Minas Gerais, para executar a vingança.
Os três se encontraram em Cuiabá um dia antes do crime. Na manhã de 23 de novembro de 2023, Sílvio surpreendeu Gersino dentro do centro comercial e atirou pelas costas. Um dos disparos atravessou a cabeça da vítima e atingiu Cleyton, que trabalhava em outra loja e acabou morrendo no local.
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Após o duplo homicídio, o trio fugiu para o município de Jaciara, a 142 km da capital. De lá, seguiram caminhos diferentes: mãe e filho retornaram a Campo Grande, enquanto Sílvio fugiu para Uberlândia (MG), onde permaneceu foragido por mais de quatro meses.
Câmeras de segurança registraram o momento dos assassinatos. Segundo o delegado Nilson Farias, responsável pelo caso, as imagens mostraram que o alvo era apenas Gersino.
“Ficou bem claro nas imagens que a vítima era somente Gersino e, infelizmente, devido à outra vítima entrar na linha de tiro e a arma ter munição de alta velocidade, acabou vitimando uma segunda pessoa”, afirmou na época.
O julgamento, que durou mais de 10 horas, integra o calendário de atividades do Mês Nacional do Júri, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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