Trio que torturou e marcou mulher com símbolo nazista vai continuar preso
A vítima espera para passar por um procedimento cirúrgico para retirar a marca o braço
Passaram por audiência de custódia os três suspeitos de espancarem e marcarem uma mulher trans de 29 anos com uma suástica nazista. O trio, segundo a polícia, vai continuar preso, agora preventivamente.

Os presos são o namorado da vítima, de 22 anos, e um casal para quem ela trabalhava – um homem de 38 anos e uma mulher de 25. Eles foram levados para a delegacia na manhã de domingo (15). Durante a tarde, o caso passou por análise da Justiça, que decidiu converter o flagrante em preventiva.
Enquanto isso, a vítima espera para passar por um procedimento cirúrgico para retirar a marca da tortura do braço. As investigações agora serão feitas pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).
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O caso
Para a polícia, a vítima contou que foi até a casa dos suspeitos, acompanhada pelo namorado, depois de ser chamada para cortar a grama da residência. Quando chegou, foi surpreendida por uma “emboscada”. Segundo o relato, os dois homens começaram uma série de agressões e ameaças. Ela até tentou correr, mas foi alcançada e ferida com um taco de sinuca.
Sem conseguir escapar, foi atingida por socos, chutes e golpes de cabo de vassoura. A mulher contou ainda que a esposa do suspeito, de 25 anos, também a agrediu e enfiou uma faca em seu celular, para impedir que ela pedisse ajuda.
Depois das agressões, ela foi marcada. Na versão dela, o dono da casa pediu que a esposa esquentasse a faca e, com o objeto quente, desenhou o símbolo nazista no braço esquerdo, perto do ombro. Em seguida, foi liberada para ir embora, sob ameaças de ter a cabeça cortada por uma foice caso contasse para alguém.
Mesmo com as ameaças, a vítima pediu ajuda e os suspeitos foram presos.
O namorado negou participar das agressões, mas confessou ter segurado a mulher para o casal bater nela. Já os outros suspeitos negaram o crime, alegaram que a briga foi entre a vítima e o namorado.
O dono da casa explicou ainda que tinha contratado a vítima para limpar sua casa, mas ela não apareceu e sobrou para a esposa dele fazer os serviços domésticos. No processo, ela teria se cortado ao lavar a louça e ele culpava a “funcionária”, por isso a chamou até a sua casa.
No boletim de ocorrência, a vítima ainda relatou que o dono da casa mandou que ela cheirasse um frasco com “uma bolinha de sangue”. O homem alegou que acreditava que a mulher teria sofrido um aborto e guardou o possível feto. Para a polícia, o casal culpou a vítima pela perda, o que pode ter motivado o crime. O caso segue em investigação como lesão corporal e tortura.
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