Últimos corpos da Operação Contenção são liberados no Rio de Janeiro
IML libera vítimas da Operação Contenção, enquanto governo e órgãos federais apuram a conduta das forças de segurança
Os últimos corpos das vítimas da Operação Contenção foram liberados neste sábado (1º) pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, que fica na região central da capital fluminense. A ação policial ocorreu no início da semana nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, até a sexta-feira (31) ainda restavam oito corpos para serem identificados.

Com alívio e dor, os familiares encerraram as buscas por filhos, primos e netos que estavam desaparecidos e agora acompanham os procedimentos de liberação dos corpos no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro.
Durante a semana, familiares compareceram ao IML para realizar o reconhecimento e a liberação dos corpos. A operação provocou interrupções em diversos pontos da cidade e continua sendo acompanhada por órgãos de investigação e controle.
O levantamento mais recente da Operação Contenção, divulgado na sexta-feira (31), apontou que o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro identificou 99 das vítimas. Entre elas, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 78 apresentavam antecedentes criminais. Também havia pessoas vindas de outros estados, como Pará, Bahia, Amazonas, Ceará, Paraíba e Espírito Santo.
Em nota, o governo do Rio de Janeiro informou que a Operação Contenção teve como objetivo impedir a expansão do Comando Vermelho nas comunidades da capital. O documento aponta que as investigações identificaram integrantes do grupo recebendo treinamento em uso de armas, explosivos e técnicas de combate nas áreas onde a ação foi deflagrada.
Relembre o caso
A Operação Contenção foi realizada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense. A ação é considerada uma das mais letais dos últimos anos no estado.

Todos os corpos passaram por exames de necropsia para determinar a causa e as circunstâncias das mortes. Parlamentares federais e estaduais que estiveram no IML cobraram a divulgação da lista com os nomes das vítimas e pediram que as famílias tivessem acesso aos corpos antes da retirada pelas funerárias.
Em resposta, o Ministério da Justiça enviou 20 peritos da Polícia Federal ao Rio de Janeiro para reforçar as investigações.
A operação, que se tornou uma das mais letais da história do estado, segue sob investigação do Ministério Público e é alvo de críticas de entidades de direitos humanos nacionais e internacionais.
Com informações da Agência Brasil
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