VÍDEO: Funcionário confessa fraude milionária e revela como desviou dinheiro da Bom Futuro
Durante o depoimento, Welliton afirmou trabalhar na Bom Futuro desde 2012 e diz que vinha operando o esquema há aproximadamente dois anos.
O funcionário Welliton Gomes Dantas confessou à Polícia Civil envolvimento no esquema de fraudes que desviou milhões do Grupo Bom Futuro. Em depoimento nesta quinta-feira (13), ele revelou como usava brechas no sistema interno e sua função no setor de logística da empresa para autorizar pagamentos de fretes fictícios, emitidos pela empresa VS Transportes Bovinos, do empresário Vinícius de Moraes Sousa, também preso na operação.

Segundo Welliton, o esquema surgiu após uma “revolta pessoal” e funcionava com base em CT-es falsos gerados a partir de notas internas que não exigiam documentação de transporte. A VS emitia o documento irregular, e ele liberava o pagamento dentro do sistema. Ele afirmou que nenhuma outra pessoa da Bom Futuro sabia da fraude e que a maior parte do dinheiro ficava com o empresário.
Esquema começou há cerca de dois anos
Durante o depoimento, Welliton afirmou trabalhar na Bom Futuro desde 2012 e diz que vinha operando o esquema há aproximadamente dois anos. Ele relatou que, inicialmente, realizava apenas intermediações legais relacionadas ao transporte de gado, mas acabou cedendo à proposta de Vinícius ao perceber uma brecha no sistema.
Segundo o funcionário, o esquema consistia em utilizar notas de compra internas, que não exigem emissão de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), para gerar documentos falsos e simular fretes inexistentes. A VS Transportes Bovinos emitia o CT-e indevido, e Welliton liberava o pagamento dentro do sistema interno do grupo.
O funcionário admitiu que operava sozinho dentro da Bom Futuro, afirmando que nenhum outro colaborador tinha conhecimento da fraude.
Divisão dos valores e compras incompatíveis com a renda
Welliton também confirmou que os valores desviados eram divididos conforme as “demandas” mensais de cada um dos envolvidos. Ele afirmou que ficava apenas com parte do dinheiro, enquanto “a maior fatia” era repassada ao empresário.
Questionado sobre compras recentes incompatíveis com seu salário, que gira em torno de R$ 6 mil líquidos, Welliton reconheceu ter adquirido um Hyundai Creta, um Volvo XC90 2025, dois apartamentos na planta e dois lotes em condomínio. Ele disse ter financiado parte dos bens, mas admitiu que utilizou valores da fraude para pagar uma das entradas e para investir recursos.
O funcionário revelou possuir cerca de R$ 516 mil aplicados em investimentos pré-fixados na XP Investimentos.
Tentativa de nova fraude levou ao flagrante
As prisões ocorreram após o setor financeiro da Bom Futuro identificar novas emissões irregulares de CT-es e liberações de pagamentos manuais no valor de R$ 295 mil apenas nesta semana. A empresa acionou imediatamente a Delegacia de Estelionatos, que realizou o flagrante ainda durante o expediente.
Com Welliton, foram apreendidos documentos, anotações e dispositivos eletrônicos usados para alimentar o esquema. Na residência dele, a polícia recolheu veículos de alto valor, incluindo o Volvo XC90 e o Creta, além de outros materiais de interesse da investigação.
Empresário é preso em Barra do Garças
Após confirmar o envolvimento de Vinícius de Moraes Sousa, a equipe de Cuiabá acionou a Delegacia de Roubos e Furtos de Barra do Garças, que localizou o empresário em sua residência e efetuou a prisão. Ele é apontado como o operador externo do esquema e responsável pela emissão dos CT-es falsificados.
“Vou ter que pagar pelo que fiz”, disse Welliton
Ao final do depoimento, Welliton declarou arrependimento e afirmou que “errou de forma não perdoável”. Ele disse que sua família não sabia do esquema e que sua esposa acreditava que o dinheiro extra vinha de intermediações.
Segundo ele, seu primeiro emprego formal foi justamente na Bom Futuro — onde começou como servente e garçom. Em depoimento, afirmou que reconhece que terá de “cumprir a sentença e arcar com as consequências”.
Investigação continua
A Polícia Civil segue apurando a movimentação financeira dos envolvidos, rastreando bens e buscando identificar se há outros participantes ocultos no esquema. A estimativa é que o prejuízo total possa ultrapassar R$ 10 milhões, valor que ainda está sendo consolidado pelos investigadores.
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