VÍDEO: mulher diz que suspeito de matar irmã quis se mudar após ser solto por engano
Mariane Mara da Silva afirmou em depoimento à polícia que o marido Marcos Pereira Soares tinha medo de voltar a ser preso.
A esposa de Marcos Pereira Soares, suspeito de matar a própria irmã de 17 anos, em Cuiabá, contou em depoimento à polícia nesta quinta-feira (12) que o marido insistiu para mudarem de endereço possivelmente por saber que tinha sido solto por um erro judicial. Ele estava em liberdade desde sábado (7) e nesta quarta-feira (11) voltou a ser preso pela morte de Estefane Pereira Soares.
“Ele saiu sábado agora, com alvará de soltura por medida protetiva, o povo achou que ele estivesse preso por isso, mas foi um erro do presídio. Na chamada do presídio deram falta dele. A advogada ligou para nós informando que saiu um alvará errado e que tinham pedido a captura dele para o juiz Geraldo Fidelis”, contou Mariane Mara da Silva à polícia.
Ela ainda afirma que o relacionamento entre os dois foi marcado por idas e vindas, e que boa parte do tempo ele ficou preso. Apesar disso, alega que nunca chegou a visitá-lo na cadeia.
Segundo Mariane, Marcos ficou preso no antigo presídio ‘Pascoal Ramos’, a atual Penitenciária Central do Estado (PCE). Depois, foi transferido para antigo Presídio do Carumbé, atual Centro de Ressocialização de Cuiabá e, por último, foi para a Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Em seguida, segundo Mariane, no sábado, após ter sido solto, ele voltou a morar com ela e posteriormente mudaram de casa. Eles residiam no bairro Três Barras e foram para o Tancredo Neves. De acordo com ela, Marcos temia voltar a cadeia, por isso a mudança de endereço.
“Ele falou ‘eu não vou ficar aqui, se você quiser comigo você vai'”, complementou.
A mulher cita também que ele estava preso pelo homicídio de um vizinho que morava na mesma rua que o casal, no bairro Três Barras. A vítima foi Severino Messias Santos, de 56 anos. O crime ocorreu em maio de 2020 e o corpo da vítima foi encontrado já em decomposição, após vizinhos sentirem mau cheiro vindo da casa e acionarem a polícia.
Marcos foi condenado em 2023 a 17 anos de prisão, mas ficou preso somente 5 anos.

Em nota, a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso afirmou que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à soltura do homem e acrescenta que, em análise preliminar, foi identificada “possível falha humana” na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome da mesma pessoa.
“A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido. A Corregedoria acompanhará o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis para o esclarecimento dos fatos, observados o devido processo legal”, complementa.

A morte da irmã
Nesta quarta-feira (11) o corpo de Estefane Pereira Soares, de 17 anos, foi encontrado em um córrego na capital mato-grossense, com sinais de violência sexual. Familiares e amigos da vítima atribuem o assassinato a Marcos, que também teria matado uma tia anos atrás, quando era menor de idade.
Uma noite antes de supostamente matar a própria irmã, Marcos tentou arrombar um estúdio de unhas ao perceber que a dona do estabelecimento estava sozinha no local.
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