Vizinho e funcionários dizem que Bernal frequentava casa onde servidor foi morto
Além de Alcides Bernal, 13 testemunhas foram apresentadas pela defesa na ação penal em que o ex-prefeito é acusado de homicídio doloso, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, presta depoimento no Fórum da Capital na tarde desta quinta-feira (27) sobre o assassinato do servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Depois de acompanhar o primeiro dia de audiências, na terça-feira (26), remotamente, Bernal chegou ao Fórum pontualmente às 14h, início da audiência. Confira o momento da chegada dele no fórum.
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O primeiro a depor nesta tarde foi um vizinho da residência localizada na Rua Antônio Maria Coelho, onde ocorreu o crime. No total, 13 testemunhas foram apresentadas pela defesa na ação penal em que o ex-prefeito é acusado de homicídio doloso, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio.

Depoimentos
Em seu depoimento, o vizinho do imóvel afirmou que Bernal frequentava a casa onde servidor foi morto. O Ministério Público citou que o inquérito aponta que o imóvel estaria abandonado. No entanto, a testemunha contrariou essa versão.
O morador afirmou que conhecia Bernal havia 12 anos e que o via com frequência na residência, pelo menos três vezes por semana.
Segundo a testemunha, a casa nunca esteve abandonada e era o jardineiro dele quem realizava os serviços de limpeza no imóvel. O vizinho também relatou que foi ele quem pediu a Bernal para instalar um sistema de monitoramento na residência. Entre as testemunhas que devem ser ouvidas nesta tarde, inclusive, estão funcionários da empresa.
Quem também foi ouvido foi um piscineiro que trabalhou por quase 13 anos na casa. Ele disse que fez a limpeza do imóvel até o sábado anterior à morte de Mazzini.
Segundo o depoimento, ele sempre encontrava Bernal no escritório, localizado nos fundos da residência, às quartas-feiras e aos sábados, dias em que realizava os serviços de limpeza. Outra ex-funcionária também afirmou que Bernal morava na casa.
Bernal responde pelos crimes de invasão de domicílio, porte ilegal de arma de fogo e homicídio qualificado. Na tarde de ontem, primeiro dia de audiências, sete testemunhas de acusação foram ouvidas.
Crime e prisão
O crime ocorreu na residência que pertencia ao ex-prefeito, mas foi levado a leilão e posteriormente adquirida por Roberto Carlos Mazzini.
No dia do assassinato, em 24 de março, Mazzini e um chaveiro estavam no imóvel quando teriam sido surpreendidos por Bernal. O ex-prefeito é acusado de atingir o servidor com dois tiros e fugir sem prestar socorro. Horas depois, ele se apresentou à polícia e, desde então, segue preso.
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