Além de Glória Maria: pioneirismo da jornalista inspirou livro-reportagem

Livro sobre Glória Maria, escrito por Caroline Queiroz da Hora, foi tema do quadro “Tá Lendo O Quê?”, da Morena FM, nesta sexta-feira (3)

O pioneirismo de Glória Maria, ícone da televisão brasileira que faleceu na quinta-feira (2), inspirou muitos jornalistas. Caroline Queiroz da Hora escreveu “Além de Glória Maria”, um livro-reportagem apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso de jornalismo e que foi tema do quadro “Tá Lendo O Quê?”, da Morena FM, nesta sexta-feira (3).

Além de Glória Maria: pioneirismo da jornalista inspirou livro-reportagem (Foto: Reprodução/Instagram)
Além de Glória Maria: pioneirismo da jornalista inspirou livro-reportagem (Foto: Reprodução/Instagram)

? Ouça abaixo a reportagem completa do quadro “Tá Lendo O Quê?”, da Morena FM.

“Eu entrevistei cinco jornalistas e todas elas tinham e têm Glória Maria como referência. São todas mulheres negras. O que tem em comum, apesar de cada uma ter sua particularidade de vida, todas elas viram Glória como referência e tiveram nela uma inspiração”, relatou Caroline da Hora. (ouça abaixo o áudio completo com o relato da autora)

Leia mais

  1. Glória Maria, o Trem do Pantanal e a estreia de Bonito na Globo

  2. Glória Maria considerava beleza do Pantanal inesgotável

  3. Jornalista Glória Maria morre no Rio de Janeiro

Glória Maria
Glória Maria (Foto: Reprodução/Instagram)

A estreia de Glória Maria na televisão foi como repórter, em 1971, na TV Globo Rio de Janeiro. Ela cobriu o desabamento do elevado Paulo de Frontin – mas ainda sem aparecer no vídeo, porque não era de costume. Sua primeira aparição numa reportagem foi em 1977, no Jornal Nacional, entrando para a história como a primeira repórter a fazer uma entrada ao vivo e em cores no noticiário. A carioca estudou em colégios públicos, onde aprendeu inglês, francês e latim. Já adulta, cursou jornalismo na Puc-Rio. Para pagar os estudos, trabalhou como telefonista.

Glória foi pioneira inúmeras vezes. Mostrou mais de 150 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos. Cobriu a posse de Jimmy Carter em Washington e, no Brasil, durante o período militar, entrevistou chefes de Estado, como o ex-presidente João Baptista Figueiredo.

A jornalista morreu no Rio de Janeiro na quinta-feira (2). Em 2019, ela foi diagnosticada com um câncer de pulmão. O tratamento com imunoterapia teve sucesso. Em maio de 2020, auge da pandemia de covid, ela foi entrevistada no “Conversa com Bial”, na estreia do programa no formato de vídeo chamada. Ela falou do trauma que foi perder a mãe, Edna Matta, em fevereiro daquele ano e da satisfação do livro que ganhou de Pedro Bial naquela fase da vida: “Elogio da Sede”, do português José Tolentino Mendonça.

Glória Maria viveu intensamente e suas experiências renderiam muitos livros. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em março de 2022, ela falou de biografia e livros sobre a suas histórias. (assista ao vídeo abaixo)

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.