HQ sobre grafiteiro engolido por mulher é destaque no Tá Lendo O Quê?
História em quadrinho é um gênero literário e surgiram em jornais nos Estados Unidos, na virada do século 19 para o 20
Sexta-feira é dia de “Tá Lendo O Quê?”, o clube de leitura semanal do Primeira Página. Nesta semana o quadro é dedicado a você, que gosta de história em quadrinhos. História em quadrinho é um gênero literário, você sabia? As tirinhas surgiram em jornais nos Estados Unidos, na virada do século 19 para o 20

Ouça agora o quadro que vai ao ar na Morena FM que tem produção e edição do jornalista Michel Pena.
No Brasil, Angelo Agostini foi o pioneiro ao criar “As aventuras de Nhô Quim” em 1869. Nos últimos 50 anos, o mercado de HQ’s cresceu no Brasil. Neste ano, a Universidade de São Paulo organiza as sétimas jornadas internacionais de histórias em quadrinhos.
Muitas viram obras literárias ricas em desenhos profundos e emoção. Uma das sugestões do quadro semanal, partiu de Evelise Couto do “Leia mulheres de Campo Grande”, um grupo que incentiva a leitura.

O HQ do Fábio Quill é uma viagem a um universo fantástico. Na conversa com o quadrinista, ele explicou como surgiu a ideia.
Eu não tinha um roteiro para definir, então é uma experimentação. E aí um dado momento dessa experimentação surgiu uma página que meio que explodiu a minha cabeça e eu achei que aquilo também explodiria a cabeça do leitor, e aí eu tinha duas opções ali. Ou eu parava a história ou até continuava com mais algumas poucas páginas ou eu alimentava essa história com mais conteúdo.
E deu certo, a história, que antes teria 15 páginas, chegou a 120. O título é enigmático e desconcertante. Os desenhos de “A ausente ordem das coisas” são no estilo grafite, arte que Fábio domina desde 1992.
Quadrinho conta a história de um grafiteiro engolido por uma mulher, uma sequência de acontecimentos o conduzem a um novo universo onde lendas arquetípicas preparam-se para um iminente conflito, culminando em um terceiro e contemplativo ato. Nesse HQ que utiliza o fantástico como metáfora repleta de referências, seja da cultura pop, seja simbólica, sugerindo assim novas camadas de leitura.
“Eu acho que esse é um título que ele fala muitas coisas, nem todas elas vão ser óbvias pro leitor, né?!, perguntou.
O interesse pelos quadrinhos renasceu após participar de um curso.
Eu fui fazer o curso e saí de lá escrevendo dois pontos. nem nem foi foram quadrinhos que eu que eu que eu fiz assim que eu saí do curso. eu eu escrevi dois contos em formato digital. hum. e eu comecei a vender nas feiras de publicação em São Paulo
Fábio e a esposa vieram para Campo Grande, em 2018. O novo HQ é o sexto livro dele e está em pré-venda na Catarse, plataforma de financiamento coletivo de arte e criatividade.
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