Jornalista lança livro inspirado em quando morava em posto de combustível
A escritora também lança nas principais plataformas de áudio, o audiodrama homônimo ao seu lançamento impresso
A jornalista, escritora e comunicadora Larissa Campos lança na próxima terça-feira (9), às 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, o livro “A casa do posto” que reúne contos ficcionais criados a partir das memórias infantis dos quatros anos que a autora viveu com sua família em um posto de combustível na Rodovia dos Imigrantes na década de 1990.

A edição, publicada pela Penalux, faz parte do Selo Auroras, projeto dedicado apenas à literatura produzida por mulheres, e tem a orelha assinada por Dani Costa Russo, jornalista e escritora que faz a curadoria e a edição dos livros do selo. A quarta capa é comentada pela pesquisadora e doutora em estudos literários Lívia Bertges.
Na terça, a escritora também lança nas principais plataformas de áudio (Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e afins), o audiodrama homônimo ao seu lançamento impresso. Produzido por Altia Podcasts, oito contos do livro receberam narração dramatizada e estarão disponíveis para os ouvintes desses streamings.
A memória, a infância e a imaginação são os temas principais dessas narrativas que mesclam lembranças pessoais com criação literária, se aproximando do insólito a partir da moradia inusitada, da transitoriedade do fluxo de pessoas presente no universo da beira de estrada, das histórias estranhas ali compartilhadas e do cotidiano de uma família composta também por personagens crianças que crescem nesse cenário repleto de personagens e experiências diferentes.
As principais referências literárias de Larissa Campos são duas autoras que fizeram parte de sua formação como leitora: Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. Por causa delas, se tornou leitora de contos e, agora, contista. O universo de “A casa do posto”, entretanto, também recebeu influência de três autores argentinos: Silvina Ocampo (“A fúria e outros contos”), Mariana Enriquez (“As coisas que perdemos no fogo”) e Julio Cortázar (conto “Casa Tomada”).
A casa no posto
A memória é uma fonte inesgotável de ideias para essa escritora que nasceu em Manaus em 1987, morou no Rio Grande do Sul na primeira infância, mas se considera mato-grossense de coração.
Segundo a autora, desde a adolescência, quando começou a escrever, já pensava em criar a partir dessa vivência de ter os três cômodos do escritório de um posto de rodovia transformado em lar, mas foi no início de 2020, com o falecimento de seu avô Álvaro de Campos, que o desejo se fez matéria como uma forma de lidar com a perda e assim “A casa do posto” começou a tomar forma. Destaca que o livro é dedicado a ele.
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Comentários (1)
Dá um orgulho e uma alegria imensos ver uma amiga realizando um sonho que ainda é inacessível a tantas mulheres. Parabéns, Lari!!!