Livro: Dupla Identidade é uma viagem nas lembranças de vidas passadas

o Primeira Página, com o podcast literário "Tá Lendo o Quê?" da Morena FM, mergulha na história de "Dupla Identidade", da escritora sul-mato-grossense Isabel Fiorese

Você gosta de ler? E de teatro? Que tal os dois? Nesta sexta-feira (12), o Primeira Página, com o podcast literário “Tá Lendo o Quê?” da Morena FM, mergulha na história de “Dupla Identidade”, da escritora sul-mato-grossense Isabel Fiorese. O romance foi adaptado para o teatro, oferecendo uma experiência completa para os amantes da literatura e das artes cênicas.

Ouça abaixo o episódio completo do “Tá Lendo O Quê?”

O livro (Foto: Raquel de Souza)
O livro (Foto: Raquel de Souza)

“A aniversariante parou de repente e seus olhos se fixaram em alguém no ambiente, ficando extremamente pálida e imóvel. O pai olhou na mesma direção, mas não viu ninguém. Preocupado, ele perguntou: — O que foi, filha? Ela não respondeu, olhou espantada por mais alguns instantes para aquele lugar e caiu desacordada nos braços do pai.”

Trecho do livro Dupla Identidade.

Esse trecho retrata uma passagem intensa da vida de Vitória e Khadija. Vitória, uma jovem tímida e de poucos amigos, vivência momentos estranhos durante o seu aniversário de 18 anos, quando algo inexplicável acontece.

Esses eventos se repetem até que Vitória desperta e se apresenta como Khadija, uma moça indiana. A narrativa do romance mergulha nas lembranças de vidas passadas, oferecendo lições profundas sobre espiritualidade. Isabel Fiorese comenta que literatura e teatro têm “uma relação estreita e interconectada”.

“O romance foi adaptado para o teatro, porque eu tenho uma vontade muito grande de ver os personagens que eu coloquei no papel na minha frente, ao vivo, representando, encenando todo o enredo. É maravilhoso, é como se a gente visse a nossa obra ganhando vida”, diz a autora.

O centro dessa viagem literária aborda questões familiares, científicas, religiosas e psiquiátricas, numa tentativa de trazer Vitória de volta à realidade e descobrir a verdadeira identidade de Khadija.

Confira abaixo outro trecho do livro:

“Ela estava em uma mata correndo, vestida como se fosse uma indiana, e alguém a perseguia gritando: ‘Khadija, pare!’ Ela continuava correndo por meio de galhos de árvores e mato, até que tropeçou, caiu e bateu a cabeça em algo duro. Levou a mão à cabeça e viu que estava cheia de sangue. Gritou horrorizada e acordou com a enfermeira chamando seu nome.”

Trecho do livro Dupla Identidade.

Nenhuma das duas personalidades aceita tratamento psicoterápico, levando a família a buscar a ajuda de um padre amigo. Um diálogo marcante do livro revela o conflito:

“Khadija, você está misturando as coisas, minha filha? Você é quase uma criança e não deveria estar falando desta forma com um padre.”

“Acho que quem está misturando as coisas é o senhor, sacerdote. Adolescente é a Vitória. Eu sou Khadija, madura o suficiente para inclusive ter um noivo”, respondeu ela com firmeza.

“Vamos parar com esta conversa que não vai ajudar em nada”, pediu o padre. “Vamos falar um pouco de você. Me conte sobre sua vida na Índia.”

Diálogo do livro Dupla Identidade

“Dupla Identidade” será lançado na noite desta sexta-feira (12), no auditório do Instituto Mirim, a partir das 19h30. O espetáculo será apresentado no dia 27 de julho, às 19h, no Teatro Alan Kardec, situado na Av. América, 653 – Vila Planalto.

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