Balanço: MT aplica mais de R$ 1 bi em multas por crimes ambientais
Em setembro, 6.711 km² do bioma no estado foram danificados
De janeiro a outubro deste ano, Mato Grosso aplicou R$ 1,2 bilhão em multas por crimes ambientais. O estado atingiu o maior nível de degradação de florestas dos últimos 15 anos e foi responsável por 74% da degeneração nos estados da Amazônia Legal, segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). O estudo traz dados referentes a setembro de 2022.

Conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (3) pelo estado, 60% das multas aplicadas foram por meio de operações in loco e 40% de modo remoto, por monitoramento de imagens de satélite de alta resolução.
Durante as operações, foram apreendidos 200 tratores, 86 caminhões, 21 veículos, 436 ferramentas, 95 motosserras, 55 armas de fogo, 43,67 m³ de madeira e 58 pessoas foram conduzidas à delegacia.
A maioria das multas aplicadas, R$ 810 milhões, é por desmate ilegal, seguida por queimadas (R$ 102 milhões), descumprimento de embargo de área (R$ 94 milhões) e exploração florestal ilegal (R$ 66 milhões), entre outras. As equipes de fiscalização emitiram 2388 autos de infração e embargaram uma área de 188 mil HA.
Em 2022, os cinco municípios com mais autuações por desmatamento são Colniza, Marcelândia, União do Sul, Nova Bandeirantes e Aripuanã.
De acordo com o Imazon, a incidência de áreas degradadas em Mato Grosso vem crescendo desde 2018. De janeiro a setembro de 2008 a 2014, houve registro de 288 km² a 581,5 km² danificados em cada ano. Em 2021, no mesmo período, saltou de 863 km² para 1.326 km².
Maquinários, veículos e acessórios, flagrados na prática de crimes ambientais, são removidos do local. A apreensão de bens promove a descapitalização do infrator. Dos 200 tratores apreendidos, apenas 12 foram inutilizados, por estarem em local de difícil acesso, o que impossibilitou a remoção.
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