Câmera flagra Guató, onça-pintada monitorada na Serra do Amolar

Desde dezembro, o jovem adulto macho usa um colar de monitoramento do programa Felinos Pantaneiros, do Instituto Homem Pantaneiro

Uma onça-pintada chamada Guató foi flagrada passeando pela região da Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul. Desde dezembro do ano passado, o jovem adulto macho usa um colar de monitoramento do programa Felinos Pantaneiros, do IHP (Instituto Homem Pantaneiro).

As imagens foram feitas por uma das câmeras instaladas e doadas pela Proteção Animal Mundial.

Onça Guató
O jovem adulto macho Guató flagrado pelas câmeras na Serra do Amolar. (Foto: Programa Felinos Pantaneiros/IHP)

Pelas imagens, conseguimos ver que ele está bem forte, e cresceu bastante desde quando fizemos a captura. Isso comprova que o trabalho de monitoramento não interfere na qualidade de vida do animal e ainda contribui para a ampliação do conhecimento da ciência sobre as espécies.

Médico-veterinário Diego Viana

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O mais interessante é que Guató apareceu na mesma área em que foi capturado para receber o colar de monitoramento.

“Esse registro também reforça a importância de outra iniciativa apoiada da parceria, a de abertura de aceiros, entre outras áreas. A técnica ajudou a manter livre de incêndios uma vasta extensão de vegetação em 2021, contribuindo para a qualidade do habitat em que agora foi visto Guató”, detalha Júlia Trevisan, bióloga da equipe de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial.

Promoção da vida silvestre

Desde 2020, a ONG tem uma linha específica de parceria com o IHP e apoia atores locais para promover ações de proteção, resgate e recuperação da vida silvestre. Graças à parceria, foi possível modernizar e multiplicar as câmeras trap espalhadas pelo Pantanal, sob a supervisão do IHP.

“O mapa de movimentação mostra que o animal tem tido hábitos compatíveis com a idade dele. Isso para nós é gratificante. É uma prova de que o monitoramento tem dado certo e não tem alterado os hábitos do Guató. Além disso, o monitoramento vai permitir que a gente encontre respostas que, até hoje, são desconhecidas pela ciência”, declara o presidente do IHP, coronel Ângelo Rabelo.

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