Capital mais arborizada do Brasil, Campo Grande ganha "Lei dos Ipês" para proteger símbolo da cidade
Legislação foca no plantio e replantio de ipês pela Cidade Morena, mas estabelece teto rigoroso para evitar que a espécie monopolize o inventário arbóreo municipal.
Reconhecida oficialmente como a capital mais arborizada do país entre os municípios de grande porte, Campo Grande reforçou a proteção do seu maior patrimônio visual. Lei sancionada esta semana criou o Programa Municipal de Arborização Urbana com foco exclusivo no plantio, na manutenção e no replantio de ipês.
A medida reconhece a importância da árvore símbolo da cidade e traz um detalhe técnico rigoroso para o planejamento urbano: fica proibido que os ipês ultrapassem o teto de 15% do total de árvores do município.
O objetivo é garantir que o cenário continue colorido, mas sem perder a diversidade vegetal. Caso o inventário arbóreo da cidade aponte que os ipês atingiram esse limite, os novos plantios deverão priorizar outras espécies nativas do Cerrado até que o equilíbrio ecológico seja restabelecido.
Trabalho em conjunto
Para tirar o projeto do papel e espalhar ainda mais mudas pelas sete regiões urbanas, a Prefeitura fica autorizada a firmar parcerias com a iniciativa privada.
O programa prevê, ainda, a participação de voluntários nas ações de plantio e conservação das mudas, desde que as atividades sejam coordenadas e orientadas pelo órgão municipal competente.

Como incentivo, a administração pública planeja disponibilizar mudas de ipês e realizar campanhas educativas nas escolas e bairros.
Clima e qualidade de vida na Cidade Morena
Mais do que o espetáculo visual que atrai turistas e moradores no inverno e na primavera, a “Lei dos Ipês” foca em qualidade de vida. Entre as diretrizes, o programa destaca o uso da arborização para:
- Melhorar o microclima: reduzir as ilhas de calor e amenizar as altas temperaturas da cidade;
- Recuperação ambiental: priorizar o replantio em áreas urbanas que sofreram degradação ou perda de vegetação;
- Identidade paisagística: fortalecer a imagem de Campo Grande como referência nacional em sustentabilidade.
A lei já está em vigor e o Executivo deve ainda regulamentar os próximos passos com definição do cronograma e os locais que devem receber os novos plantios comunitários.
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