COP15: ariranha é incluída na lista de animais em risco de extinção
Decisão foi aprovada durante plenária, realizada na tarde desta quinta-feira, na Conferência Internacional
Representantes de mais de 130 países, que participam da Conferência das Partes da Convenção Sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande (MS), decidiram incluir as ariranhas na lista de animais em risco de extinção.

A decisão foi tomada durante plenária, realizada na tarde desta quinta-feira (26). A partir de agosto, a espécie poderá receber mais medidas de proteção por parte dos órgãos governamentais.
Ainda durante a abertura do evento, ocorrida na segunda-feira (23), as ariranhas já havia sido destaques das discussões, quanto ao futuro dos animais que cruzam fronteiras. O pedido para inclusão da espécie na lista partiu do governo Francês, em outubro de 2025, recebendo apoio do Brasil.
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“Ariranha é um mamífero sem aquático então ela depende tanto da proteção do meio terrestre quando no aquático para ela sobreviver. Ela é muito vulnerável à pressão humana, por isso que ela está em perigo de extinção. Ela é endêmica da América do Sul e ela é uma espécie que ela usa essas fronteiras, por ela ser uma espécie que ela depende dos cursos d’água, ela com certeza perpassa por vários países da América do Sul”.
Caroline Leuchtenberger, presidente do projeto Ariranhas
Pesquisas como a da Ariranha foram apresentadas em palestras e painéis nas salas do setor de eventos paralelos. Em outro local, cada país organiza os trabalhos em grupo, para negociações fechadas apenas para pesquisadores e autoridades convidadas.
A aprovação ocorreu de forma unânime na plenária. A partir desta sexta-feira (27), um grupo de especialistas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) deve se reunir com os países onde há a ocorrência da espécie, e começar a redigir um plano de ações que vão nortear estratégias de conservação do animal.
As ariranhas
Encontrada em 11 países, a existência da espécie foi classificada como criticamente ameaçada na Argentina, Paraguai e Equador. No Uruguai, ela já é localmente extinta. As ariranhas perderam 40% da sua área original de existência.
No Brasil, as ariranhas têm como principais berços o Pantanal e Amazônia, biomas que compõem diversos estados do país.
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