Dia do Pantanal: crise hídrica e incêndios limitam comemorações ao bioma
Estudo do MapBiomas revela que o Pantanal vive o período mais seco dos últimos 40 anos, situação causada pelas chuvas irregulares e os incêndios florestais.
Um levantamento divulgado pelo MapBiomas mostra que o Pantanal enfrenta o período mais seco das últimas quatro décadas, com uma redução de 75% de áreas alagadas entre 1985 e 2024. O Dia do Pantanal, celebrado nesta quarta-feira (12), chega com um alerta para a preservação do bioma único no mundo, contemplado por uma rica biodiversidade abrigando pelo menos 3.500 espécies de plantas, 650 de aves, 124 de mamíferos, 80 de répteis, 60 de anfíbios e 260 espécies de peixes de água doce.
Conforme o estudo, a área média que permanecia alagada anualmente caiu de 1,6 milhão de hectares na primeira década analisada para apenas 460 mil hectares nos últimos 40 anos. O ano de 2023 foi o mais seco de toda a série histórica, quando o nível de inundação ficou 73% abaixo da média, e o Rio Paraguai registrou o menor índice em mais de 100 anos de medições.
Mesmo a última grande cheia, registrada em 2018, foi 22% menor do que a de 1988, a primeira da série. Desde então, o Pantanal tem enfrentado cheias cada vez mais curtas e secas mais prolongadas e severas.
Segundo o coordenador da equipe Pantanal do MapBiomas, Eduardo Rosa, a variação natural do bioma – seca e cheia – foi praticamente interrompida.
Proteção
Para os pesquisadores, preservar o Pantanal exige uma ação integrada que inclui proteger o Cerrado e a Amazônia. O Cerrado é o berço dos rios que alimentam o Pantanal, enquanto a Amazônia gera os chamados “rios voadores”, massas de umidade que trazem chuva para o Centro-Sul do Brasil.
A principal consequência dessa redução de água, segundo o coordenador, é o aumento descontrolado dos incêndios florestais, fenômeno está diretamente ligado à redução das chuvas na Bacia do Alto Paraguai, região que determina o volume das cheias no Pantanal. Veja abaixo o vídeo do pesquisador:
Pantanal vive período mais seco nos últimos 40 anos
O dia
A data foi definida pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em 2008, para homenagear o ambientalista e jornalista Francisco Ancelmo de Barros, conhecido como Francelmo, que durante 25 anos dedicou-se à luta pela preservação daquele bioma.
Francelmo foi membro fundador do Conama e ficou marcado na história ao atear fogo no próprio corpo para protestar contra a instalação de usinas de álcool no Pantanal.
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