Extração ilegal de minério na Amazônia lidera multas ambientais em MT

O levantamento foi divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso.

A extração ilegal de minério na Amazônia foi a infração ambiental que mais gerou autuações em Mato Grosso no ano de 2025, concentrando a maior parte das áreas impactadas e o maior volume de multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT), nesta semana. Somente no bioma amazônico, as penalidades somaram R$ 2.486,89 mi.

Operação contra extração ilegal de minério na Amazônia
Amazônia lidera multas por extração ilegal de minério em Mato Grosso. – Foto: Polícia Federal

O levantamento da secretaria, por meio da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento (GPFCD) aponta que, até 1º de dezembro deste ano, a pasta realizou 291 operações de fiscalização ambiental. No período, foram atendidos 3.749 alertas, lavrados 3.682 autos de infração e emitidos 5.723 autos de inspeção.

Área autuada por tipo de infração ambiental
(em hectares)

Uso ilegal do fogo 10,37 mil ha
Exploração ilegal 35,70 mil ha
Descumprimento de embargos 71,99 mil ha
Exploração ilegal de minério 926,45 mil ha
Desmatamento ilegal 78,8 mil ha

Multas ambientais por bioma
(em milhões de reais)

Amazônia R$ 2.486,89 mi
Cerrado R$ 228,14 mi
Pantanal R$ 65,26 mi
Soma total das multas no estado:
R$ 2,7 bilhões

A Sema-MT informou que as ações de fiscalização são planejadas com base em imagens de alta resolução dos satélites Planet, que permitem o monitoramento diário de alterações na vegetação nativa em todo o território mato-grossense.

A partir desses alertas, as equipes são direcionadas para combater o desmatamento, o garimpo ilegal e outras infrações ambientais.

Segundo o órgão ambiental, o uso de tecnologia tem sido fundamental para ampliar o alcance das operações e reforçar o combate aos crimes ambientais, especialmente na região amazônica, onde se concentram as infrações de maior impacto.

Garimpo avança

O avanço do garimpo ilegal é apontado como o principal fator por trás do desmatamento na Terra Indígena Sararé (TI), localizada na região oeste de Mato Grosso, segundo aponta o relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025.

A TI Sararé perdeu 28,65 km² de floresta, ficando à frente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, que registrou 22,59 km² de área desmatada. Em terceiro lugar aparece a Terra Indígena Uati-Paraná, no Amazonas, com 19,88 km², evidenciando a pressão crescente sobre áreas tradicionalmente protegidas.

Operação contra extração ilegal de minério na Amazônia
Sararé é a TI mais desmatada do país devido aos garimpos ilegais. – Foto: Reprodução

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