Focos de queimadas no Pantanal em julho são 400% maior do que em mês anterior

No Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro foram registrados 30 focos de queimadas em julho.

Nos primeiros oito dias de julho, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais) registrou 128 focos de queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, o que representa 438% mais em comparação a junho, que teve 111 foco o mês inteiro.

Operação intensificou as ações contra queimadas na região da Nhecolândia, em Corumbá (Foto: Corpo de Bombeiros)
Operação intensificou as ações contra queimadas na região da Nhecolândia, em Corumbá (Foto: Corpo de Bombeiros)

Especialistas explicam que este é o período de queimadas no bioma, que pode durar até seis meses. O inverno é considerado um período de atenção, já que o tempo fica seco e há menos chance de chuvas. Nesta sexta-feira (8), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) publicou um aviso para quase todo o estado sobre a baixa umidade relativa do ar que poderia atingir 20%, provocando incêndios florestais.

Segundo o Inpe, o município com mais casos é Corumbá, que desde junho vem liderando o ranking e já registrou 76 focos de queimada neste mês. Depois aparece Porto Murtinho com 27 focos, seguido por Aquidauana com 25 incêndios.

Para combater os incêndios florestais no estado, o Corpo de Bombeiros intensificou a “Operação Pantanal 2022”. Nos últimos dias, as atividades se concentraram na região da Nhecolandia – Passo do Lontra – e na região do Formigueiro – Paraguai Mirim.

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Duas equipes de combate a incêndio florestal também estão na região do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (Abobral), que em junho registrou 20 focos de queimadas e, na última semana, já combateu 30 focos, de acordo com o Inpe.

Ao todo são 35 bombeiros militares na região do Pantanal, muitas vezes em locais de difícil acesso. A operação Pantanal começou há 42 dias, teve uma pequena pausa com a redução dos focos de queimada. Mas desde o dia 4 de julho intensificou as atividades para combater os incêndios.

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